Por que os contos de Natal são tão tristes?

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Para a grande maioria das pessoas, as festas de Natal são um momento para estarmos alegres. Uma injeção de alegria e de otimismo. As cozinhas estão sempre cheias e rodeadas pelos preparativos das comidas e dos deliciosos doces natalinos para desfrutarmos em maravilhosa companhia. 

As lojas estão sempre cheias de gente para realizar compras de presente para agradarmos quem mais amamos; nossas câmeras de fotos e vídeos carregados e preparados...

Contos tradicionais de Natal para crianças

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O ambiente, seja num país em que o inverno é muito acentuado, ou como no Brasil, em que o calor e o verão estão no auge, as cidades e as casas brilham com as decorações e as luzes e vemos nos olhos dos nossos filhos o brilho e o encanto, das brincadeiras (e brinquedos esperados) e o pequeno descanso das tão sonhadas férias. 

Mas, mesmo assim, você não tem a sensação de que quando lemos ou vemos na televisão algum conto natalino dá um nó na garganta e rola uma lágrima pelo rosto enquanto comemos aquela rabanada da vovó? Vocês se lembram do famoso conto de Natal de Hans Christian Andersen: A vendedora de fósforos? É uma das histórias mais tristes que já li e assisti. Pobre menina! Ou o ‘Conto de Natal’ de Charles Dickens e o personagem Ebenezer Scrooge? Esse coração endurecido pelo egoísmo incapaz de sentir algo de compaixão e amor por ninguém. 

Sem dúvida, estes contos mostram muitas das calamidades que existem no nosso mundo e nos fazem pensar muito: falam do abandono, da solidão, da fome, das pessoas que não sabem compartilhar, mas ainda que essas histórias mexam com nossa consciência adormecida para sermos pessoas melhores e nos darmos conta dos nossos egoísmos e valorizar o que temos e ajudar ao que não tem a nossa sorte... Será que seria necessário que tivéssemos que despertar todo Natal sentimentos adormecidos, como a generosidade, a bondade, a amabilidade? Que tal se durante todo o ano a gente se lembrasse daqueles que têm necessidades e que precisam tanto da gente? 

Patro Gabaldón

Redatora de Guiainfantil.com