As crianças: Internet e outras tecnologias

Conselhos para proteger as crianças dos riscos da Internet. Entrevista com Eva Martín

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Eva Martín é uma jornalista, especializada em novas tecnologias. Junto a Juan F. Marcelo, é co-autora do livro ‘Proteja os seus filhos dos riscos da Internet e outras tecnologias’, um livro dirigido (em espanhol) especialmente aos pais, onde são oferecidos conselhos para cuidar da segurança dos filhos que navegam pela Internet ou utilizam outras tecnologias de maneira segura, sem que isso represente algum perigo, risco ou ameaça para os pequenos

As crianças e o acesso à Internet

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A partir de qual idade é aconselhável que as crianças tenham acesso à Internet? 

Não existe uma idade fixa, nem devemos considerar a Internet totalmente ruim. Existem páginas da Internet que são adequadas para cada idade. As crianças menores deveriam navegar unicamente pelos portais seguros que as autoridades e as organizações de conhecido prestígio ofereçam. O conselho fundamental para os pais é que não deixem jamais o seu filho navegar sem antes ter ativado previamente os filtros de controle de conteúdos da Internet

O que os pais podem fazer para que os seus filhos naveguem pela Internet com segurança?

A segurança é uma questão fundamental. É possível contratar filtros de conteúdos e antivírus ao provedor de acesso à Internet. Além disso, os pais devem explicar aos filhos a utilidade da Internet, assim como dos seus perigos.

Quais conteúdos são os mais recomendados para as crianças?

As crianças devem utilizar somente aquelas páginas web recomendadas para elas, de preferência aquelas que contem com a tutela de adultos com noções de pedagogia. Os filtros parentais devem ser utilizados e eles mesmos bloquearão sites e jogos não permitidos à idade do seu filho, que previamente foram estabelecidos. Mesmo as páginas orientadas à idade da criança devem ser vigiadas pelos pais, uma vez que pode haver conteúdos que os pais não aprovam. 

Que riscos podem representar os correios eletrônicos e as redes sociais para uma criança?

Tanto o correio eletrônico como as mensagens, pode ser utilizado por adultos mal intencionados, assim como companheiros de classe para exercer abusos de todo o tipo. Existem casos de crianças e adolescentes que já se suicidaram após sofrer em silêncio durante meses esse tipo de abuso. Nas redes sociais, os menores podem se encontrar com predadores sexuais, com grupos extremistas, inclusive terroristas que buscam vítimas e seguidores. O ruim das redes sociais é que facilitam o contato entre menores, e o pior, entre adultos. 

Em quais circunstâncias se deve dar um celular ou smartphone para uma criança? É necessário? 

As circunstâncias familiares e sociais determinam o grau de necessidade do celular para uma criança. É obrigação dos pais ensinarem os filhos que nunca devem facilitar o seu número de telefone (nem tão pouco aos amiguinhos), a estranhos, nem sequer por troca de presentes. O ideal é que os pais busquem um contrato que permita restringir os números de entrada e saída. 

Que características devem ter um telefone móvel infantil? 

Autoridades de diversos países, como o Reino Unido ou a Dinamarca, desaconselham o uso do telefone celular antes dos dezesseis anos, porque os estudos sobre os efeitos da radiação sobre o cérebro em crescimento não estão suficientemente estudados. Se, apesar disso, os pais desejarem que seus filhos tenham acesso a um celular, que escolham os mais simples e adequado à idade da criança. Também convém desativar programas e aplicativos que favoreçam o contato anônimo e indiscriminado como o Bluetooth. 

Eva Martín

Colaboradora de Guiainfantil.com