Uma criança pode gostar mais da mamãe ou do papai?

As preferências das crianças por um de seus pais

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

É possível que alguns pais tenham se perguntado alguma vez se os seus filhos gostam mais dos seus papais ou mamães, mas é uma pergunta que nunca deve ser feita a eles para tentar saber a resposta. 

As crianças não têm que sentir nunca o dilema de pensar na resposta se gosta mais de um pai ou uma mãe, porque não importa as circunstâncias que estejam passando. Elas sempre gostarão de ambos. 

O filho gosta mais do papai ou da mamãe?

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Existem pais que pensam que eles mesmos sejam os preferidos dos seus filhos, ou talvez suas companheiras. Pode haver preferências, mas na hora de amar mais um do que a outro, as preferências podem sumir e existe amor para ambos (de uma forma ou de outra). Da mesma forma que as crianças devem se sentir amadas por ambos os pais, elas também devem amar-lhes para poder sentir um bom equilíbrio emocional. 

Mas, ainda que uma criança goste igualmente do seu pai e da sua mãe pode haver preferências por um ou por outro e isso é totalmente normal. Da mesma forma que às vezes os pais possam ter um filho favorito, ainda que amem a todos igualmente. Com as crianças acontece algo parecido com os seus progenitores. 

Todas as pessoas podem ter preferências por aqueles que têm mais facilidade de comunicação, que sejam mais simpáticas e que, em definitivo se sintam melhor estando ao lado dessa pessoa. Que uma criança tenha preferências por um pai, não significa que ame menos o outro. Simplesmente significa que com um pai atencioso pode suprir umas necessidades emocionais que vão mais além das palavras e que com o outro progenitor não consegue da mesma maneira. 

As preferências das crianças por um dos seus pais podem mudar

Mas, a realidade é que as preferências pelo pai favorito podem mudar com o tempo e dependerá da situação e da relação que tenha com o filho. Esse tipo de favoritismo que as crianças podem ter com seus pais é algo inofensivo e o outro pai não deve se sentir mal pela preferência e nem muito menos usar esse tipo de situação para manipulações emocionais. 

O que é realmente importante é que os pais entendam que não existe nenhum pai que seja favorecido ou o melhor. O amor de um filho não é uma competição. Só é necessário trabalhar as emoções em casa para conseguir que a criança possa se sentir tranquila e amada por ambos os progenitores igualmente e que não deve existir comportamentos tóxicos ou inadequados para tentar ‘ganhar’ o amor da criança. 

María José Roldán

Mestre em Educação Especial (Pedagogia Terapêutica)

Psicopedagoga