Analgésicos na gravidez podem causar infertilidade em bebês do sexo masculino

Consulte o seu médico antes de tomar paracetamol, aspirina e ibuprofeno durante a gravidez

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A utilização de paracetamol, aspirina e ibuprofeno durante a gravidez pode ser uma das causas de infertilidade em bebês do sexo masculino.

Esse transtorno reprodutivo, que se chama Criptorquidia (ou testículo escondido), caracteriza-se pela baixa qualidade do sêmen e pelo aumento do perigo de sofrer câncer nos testículos. Esse é o resultado de um estudo feito por pesquisadores da Finlândia, Dinamarca e França, e publicado na revista “Human Reproduction”. 

Esse estudo demonstra que consumir remédios, ainda que sejam analgésicos leves, não é indicado durante a gravidez. As mulheres devem consultar sempre o seu médico o tipo de medicamento e a dose que podem tomar. O risco de criptorquidia no bebê aumenta especialmente se a mulher ingere analgésicos leves no segundo trimestre da gravidez, ou seja, entre o quarto e o sexto mês de gestação, quando o uso de mais de um analgésico por vez, aumenta o risco 16 vezes mais de gerar problemas de fertilidade e de incapacidade reprodutiva masculina em etapas posteriores da vida.

Cientistas da Dinamarca e França estudaram ratos e descobriram que os analgésicos geravam um fornecimento insuficiente de hormônio masculino, testosterona, durante um período crucial da gestação, quando estão sendo formados os órgãos masculinos. Essa descoberta vem confirmar a teoria do primeiro estudo em humanos.

Em países desenvolvidos, mais da metade das mulheres grávidas consomem analgésicos durante a gravidez, e nas últimas décadas foi registrado um importante aumento de casos de diminuição na contagem de esperma, de 1,8% entre 1959 e 1961, e 8,5% em 2001.

A pesquisa com duas mil mulheres grávidas na Dinamarca e Finlândia mostrou que as que consumiam mais de um analgésico ao mesmo tempo, tinham um risco sete vezes maior de dar a luz a bebês com alguma forma de criptorquidia se comparadas com as que não tomavam nada. Por essa razão, os cientistas requerem uma maior investigação sobre esse tema e insistem que as mulheres consultem sempre seus médicos antes de tomar analgésicos por conta própria. Tudo isso para proteger o seu bebê.

Vilma Medina. Editora de GuiaInfantil.com