Diabetes gestacional. Diabetes durante a gravidez

Os riscos do diabetes gestacional para a mãe e o bebê

Júnea Assir Júnea Assir

O diabetes gestacional pode aparecer ou ser diagnosticado pela primeira vez, por volta da 28ª semana de gravidez. Afeta aproximadamente a 4% das gestantes e suas causas ainda não são totalmente conhecidas. 

Existem algumas referências que apontam os hormônios da placenta como um dos responsáveis, pois suprimem a ação da insulina na mãe, de modo que o pâncreas dela continua produzindo insulina, mas as células do seu corpo não conseguem utilizá-la de maneira apropriada a fim de processar a glicose no sangue, ocasionando um aumento nos níveis de açúcar no sangue da mãe. Essa glicose adicional, ainda que não a insulina da mãe, se introduz na placenta e eleva o nível de glicose no sangue do bebê, dando-lhe mais energia do que necessita para crescer normalmente, e um maior tamanho também, que se conhece como macrossomia. 

O risco do diabetes gestacional na gravidez

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As mulheres com maior risco de sofre diabetes gestacional são as que: 

- Apresenta sobrepeso antes ou durante a gravidez 

- São maiores de 35 anos de idade 

- Possuem antecedentes familiares com diabetes 

- Tiveram diabetes gestacional durante a gravidez anterior 

- Deram a luz, anteriormente, a um bebê que tenha pesado mais de 3,8 Kg ou com alguma má formação 

- Gravidez de múltiplos (gêmeos)

Riscos do diabetes durante a gravidez para o bebê 

Estimulado pelo açúcar da mãe, o pâncreas do bebê poderá começar a produzir insulina adicional, o que provocaria um baixo nível de glicose no momento do nascimento, e um maior risco de problemas respiratórios para o bebê. Além disso, o bebê apresentaria uma maior probabilidade de se converter numa criança obesa e um adulto diabético. 

Riscos do diabetes durante a gravidez para a mãe 

Uma mulher com diabetes gestacional pode desenvolver hipertensão arterial durante a gravidez, e necessitar de parto cesárea para dar a luz a um bebê de tamanho grande. 

O diabetes gestacional pode ser produzido quando a glicemia da mãe não está controlada, por duas razões: por alguma deficiência na produção de insulina ou por alguma disfunção da insulina, ou seja, que a insulina produzida não funcione corretamente. É recomendável que as mulheres que enfrentam os fatores de risco, deveriam se submeter a um exame para medir os níveis de glicose no sangue na primeira visita pré-natal ao médico. 

As mulheres que não enfrentam um risco maior de sofrer de diabetes gestacional deveriam se submeter a provas de glicemia entre as semanas 24 e 28 da gravidez. 

A gestante pode ficar curada do diabetes gestacional quando acaba a gravidez, mas mesmo assim, é recomendável que a mãe repita os exames algumas semanas depois do parto para comprovar se realmente a glicemia se normalizou. 

Durante o tratamento, a disciplina é tudo. O tratamento deve manter um nível de glicose normal no sangue da mulher. A mulher deverá seguir um plano de alimentação adequada, limitar o consumo de doces e refinados, e, além disso, terá que fazer exercícios com regularidade, realizando passeios diários ou natação. Somente no caso em que essas medidas não apresentem os resultados esperados, será necessário recorrer à insulina.