Alterações emocionais na gravidez

Os altos e baixos emocionais da mulher durante a gravidez

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Devido à gravidez, algumas mulheres apresentam situações de mudanças de humor bruscas, passando da euforia à tristeza. Nessa etapa, as mudanças físicas são muito evidentes, mas as psicológicas adquirem muita importância porque podem afetar a certas situações familiares, sociais e laborais.

As alterações de humor durante a gravidez

As mudanças de humor durante a gravidez

Felizmente essas alterações emocionais são consideradas normais, e o melhor de tudo é que são temporais. Em alguns casos, a personalidade da mulher se transforma tanto que alguns casais acreditam estarem convivendo com outra pessoa. Convém não se deixar levar por esse estado temporal e superar essa etapa de alterações emocionais.

As mudanças emocionais na gravidez que as mulheres enfrentam têm base hormonal. Elas se devem fundamentalmente porque os neurotransmissores do cérebro estão alterados devido a que não recebem os mesmos níveis hormonais de sempre. Os níveis de progesterona e estrógeno se duplicam, e por esse motivo, a parte racional da personalidade diminui e se reforça a parte emocional. 

Essas mudanças nos receptores dos neurotransmissores dão lugar a estados de ânimo, que mudam de modo repentino, passando da alegria ao choro, e se manifestam em uma maior irritabilidade ou mal humor. É percebida uma hipersensibilidade até sobre aspectos que antes passavam despercebidos, e inclusive se refletem numa maior insegurança, mesmo em mulheres muito seguras de si.

As alterações emocionais na gravidez 

Primeiro trimestre. Durante os três primeiros meses de gravidez, a futura mamãe pode viver momentos de uma grande flutuação emocional. Essas mudanças são mais comuns entre a sexta e a décima semana. É normal experimentar ansiedade, ambivalência e frequentes alterações no humor. Aceitar a nova situação leva tempo e são frequentes os temores sobre a capacidade de saber confrontar a nova situação. A mulher mais segura pode se tornar frágil e experimentar mudanças de humor bruscas que vão do riso ao choro, da euforia à tristeza ou da alegria ao mal humor. São mais frequentes nas mulheres que manifestam sintomas físicos importantes devido sua gravidez, como vômitos e náuseas matinais, mal estar geral, enjoos e indisposição digestiva. 

O apetite sexual também pode diminuir devido ao cansaço, aos incômodos físicos e ao medo de causar danos ao feto. A compreensão do casal é fundamental para suportar todos essas mudanças que acontece durante a gestação.

Segundo trimestre. Caracteriza-se por ser um período de tranquilidade emocional, já que as alterações hormonais tenham se estabilizado, e a futura mamãe já teve tempo para se adaptar psicologicamente à gestação. Essa adaptação repercute positivamente na aceitação das mudanças que repercutem na sua atividade habitual, dado que sua ordem de prioridades foi mudada. 

Os incômodos físicos do primeiro trimestre já desapareceram e a futura mamãe pode experimentar de novo um maior desejo sexual, favorecido pelo aumento da sensibilidade. 

Terceiro trimestre. As dificuldades psíquicas retornam devido ao volume da barriga, que dificulta o bem estar da futura mamãe. Como consequência aparece a dificuldade para dormir, incontinência urinária, dores nas costas e o cansaço, entre outros incômodos, que não contribuem para o bem estar emocional. Por outro lado, no terceiro trimestre, o tempo passa lentamente e aumenta a ansiedade em conhecer o bebê, o medo do parto e a insegurança em relação à criança. Nessa fase, aumenta a necessidade de mudanças na casa, de deixar tudo limpo e preparado para a chegada do bebê. 

Estados emocionais que a gravidez provoca 

Euforia e tristeza. Ter um filho é o que a mãe buscava e estava “nas nuvens”, inclusive um tanto excitada. As felicitações dos amigos e parentes deixam a mulher cheia de felicidade, mas quando ela tem que conviver sozinha com o mal estar físico, o mundo desaba aos seus pés. 

Do riso ao choro. É inútil que alguém pergunte à futura mamãe porque passou do riso largo para o choro, pois nem mesmo ela sabe. Os altos e baixos hormonais que sofrem os neurotransmissores são os responsáveis e não adianta pensar muito. 

Medo e ansiedade. Com certeza a futura mamãe tem uma lista interminável de perguntas não respondidas em relação aos sintomas, parto e o aleitamento. O medo do desconhecido e a ansiedade que gera não saber se tudo ocorrerá bem ou não, é normal em todo esse processo.  

Distração e esquecimento. Não saber onde estamos com a cabeça é angustiante. Não sabermos onde colocamos as chaves do carro é comum. Um conselho: Leve tudo com bom humor e não dê muita importância. 

Marisol Nuevo. Redatora