Manobra de Hamilton em gestantes

O que é e que consequências pode ter o uso dessa técnica para a gestante

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Alguns ginecologistas procuram induzir o parto e para isso utilizam a manobra de Hamilton. Ela é realizada na última semana de gravidez (entre as semanas 38 e 39 de gravidez) e se trata de um toque vaginal. A gente explica o que é exatamente essa manobra e porque é realizada, e quais riscos têm para a mãe e para o bebê. 

O que é a manobra de Hamilton na gestante

O que é a manobra de Hamilton na gravidez

A manobra de Hamilton consiste em separar o útero da parte inferior do saco amniótico. Normalmente se realiza na 39ª semana de gravidez, quando o ginecologista necessita provocar o parto antes que chegue ao final, ou a partir da 40ª semana, se a grávida chegou ao final e não entra em trabalho de parto.

Essa manobra é realizada sempre por um profissional com experiência mediante toque vaginal. O ginecologista introduz um dedo na vagina da grávida e, com movimentos circulares, passa ao redor do colo do útero. Uma vez separado o útero das membranas que rodeiam o bebê, o corpo gera uns hormônios que provocam contrações, as prostaglandinas. Num prazo entre 24 e 48 horas, a gestante entra em trabalho de parto. 

Causas e riscos da manobra de Hamilton na gestante 

O ginecologista pode ter diversos motivos para adiantar o parto. A manobra pode ser feita se notarem que o canal cervical está dilatado e o bebê está preparado para nascer, ainda que em qualquer caso os pais devam ser informados para consentirem na manobra. No entanto, essa manobra nunca deverá ser feita se o colo do útero estiver totalmente fechado. 

É uma manobra minimamente invasiva, muito menos que outras manobras de indução ao parto. Não tem efeitos secundários negativos nem contra-indicações específicas. Só provoca um ligeiro sangramento (nas 24 horas seguintes ao toque vaginal), de uma cor que vai de vermelho intenso ao marrom escuro e a expulsão do tampão mucoso. Isso sim pode ser um pouco doloroso. 

Essa manobra não assegura cem por cento do desencadeamento do parto, já que em algumas ocasiões ela falha. 

Estefanía Esteban
Redatora de GuiaInfantil.com