Problemas que impedem a gestante de sair de casa

Motivos pelos quais se recomenda repouso absoluto da mulher em uma gravidez

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Sempre dizemos às futuras mamães que gravidez é saúde, e, na maioria dos casos é mesmo. No entanto, determinadas circunstâncias ligadas à gestação fazem com que a mulher tenha que guardar repouso relativo ou absoluto, e um cuidado especial. Vamos analisar as causas mais comuns e frequentes pelas quais se recomenda repouso especial da mulher durante a gravidez.

Situações que obrigam a gestante a guardar repouso

Repouso absoluto durante a gravidez

Algumas situações podem fazer com que você seja orientada e inclusive obrigada a fazer repouso na gravidez. Veja quais:

- Risco de aborto: por definição, seria qualquer sangramento vaginal de uma gestante que ocorra durante o primeiro trimestre de gravidez; nesses casos podemos recomendar repouso relativo, não manter relações sexuais com coito e tentar diminuir o estresse materno. 

- Hiperêmese gravídica: é a presença de náuseas e vômitos persistentes, cujo principal risco é a desidratação da mãe. Pode ser frequente na gravidez de gêmeos, estresse materno elevado, e se relaciona com um aumento do hormônio HCG (Gonadotrofina coriônica humana), típico da gravidez. Nessas situações é normal que a mulher perca peso, e possa inclusive desmaiar ou apresentar tonturas.

Em certas ocasiões requerem entrada no hospital para uma hidratação endovenosa, caso a mulher não consiga manter nada do que ingeriu. Os sintomas podem ser mais intensos entre a 2ª e 12ª semana de gravidez, e podem ser atenuados até a segunda metade da gestação. Recomendamos que a mulher diminua o estresse, não faça grande esforços, faça refeições frequentes e em pouca quantidade, e, se for necessário que tome alguma medicação recomendada pelo médico para controlar os vômitos.  

- Ruptura prematura da bolsa: é a ruptura espontânea da bolsa amniótica, antes da data provável do parto. Nas raras situações, quando ocorre durante o primeiro e segundo trimestre, se requer repouso absoluto da mãe, que deverá se deitar na cama com as extremidades inferiores elevadas e com antibióticos intravenosos. Em determinadas situações se consegue reverter. 

- Ameaça de parto prematuro: acontece a partir do segundo trimestre. A mulher tem alterações no colo do útero, e como consequência, contrações podem ser percebidas ou não pela mulher. Recomenda-se repouso relativo, não ter relações sexuais, e manter uma boa hidratação. Se com essas medidas não for controlada, pode ser necessário entrada no hospital para frear as contrações com medicação. 

- Crescimento intra-uterino retardado: ocorre no terceiro trimestre, quando em uma ecografia se detecta que o bebê não está crescendo corretamente. Quando houver essa suspeita, recomendamos à mulher que faça repouso relativo, que tenha uma boa alimentação, que fique livre do estresse (já que é uma das causas que podem atrasar o crescimento do feto). 

- Pré-eclampsia: é a hipertensão, juntamente com eliminação de proteínas pela urina depois da 20ª semana de gravidez. O único tratamento é o parto, mas até que chegue o momento, as recomendações para a mulher são as seguintes: repouso na cama sobre o lado esquerdo o maior tempo possível, muita hidratação, diminuir a ingestão de sal, e se for necessário tomar medicação para controlar a pressão arterial e fazer controles periódicos com o médico.

Caso o diagnóstico da pré-eclampsia ocorra perto do fim da gravidez, pode ser recomendada uma indução do trabalho de parto. 

Sara Cañamero de León
Matrona