Profissões perigosas para as mulheres grávidas

Profissões que representam riscos para a mãe e o feto durante a gravidez

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A manipulação de produtos tóxicos ou a exposição à radiação (perigo no primeiro trimestre de fetos malformados) são algumas das profissões perigosas e não recomendadas para as mulheres durante a gravidez. Mulheres que trabalham em serviços de radiologia ou na indústria química podem ser afetadas por esse tipo de trabalho. Médicas e enfermeiras também devem redobrar os cuidados no exercício de suas profissões.

Se você exerce uma destas profissões, tome precauções desde o início da gravidez e consulte o médico de sua empresa, ou o seu ginecologista o mais cedo possível.

Tarefas não recomendadas para as grávidas

Profissoes perigosas para as mulheres grávidas

Os sistemas de proteção social nos países ocidentais costumam levar em conta esses casos especiais e o médico pode tentar uma transferência da funcionária para outro setor.

Caso você trabalhe em contato constante com crianças, por exemplo como professora ou enfermeira, e se não for imune à Rubéola (pode-se saber isso com um exame pedido por seu médico), deve ficar temporariamente isolada, no caso de uma epidemia no estabelecimento onde você trabalha.

Não assumir novas funções fora do trabalho normal, ajuda a evitar a fadiga e o estresse.

Se sua profissão for especialmente cansativa, peça uma transferência de setor ou um remanejamento de horários.

Outras profissões perigosas para a mulher grávida por requererem muito esforço: lavadeiras, faxineiras, motoristas, pintoras, cozinheiras (o calor no baixo ventre aumenta a excitabilidade uterina e pode provocar parto prematuro).

Profissões perigosas para a mãe e o bebê

Profissionais Administrativas passam muitas horas sentadas nos seus postos de trabalho, muitas vezes as posturas em frente ao computador são incorretas e podem surgir dores nas costas e pescoço, além de problemas de circulação nos membros inferiores. Uma cadeira ergonômica e  cômoda e um apoio para os pés também ajudam .

Funcionárias que trabalham em lojas e ficam muito tempo em pé, devem tomar alguns cuidados como por exemplo apoiando-se num pé e no outro alternadamente, utilizar sapatos baixos e evitar os que apertem os pés.

Trabalhadoras fabris. Mulheres que trabalham em fábricas sofrem, pois além de ficarem muito tempo em pé, estão expostas a ambientes muito ruidosos, quentes e pouco arejados. Devem tentar desempenhar outras funções de menor risco. Devem conversar com o responsável pelo departamento onde trabalham.

Até mesmo trabalhos domésticos como as empregadas domésticas e donas de casa, devem evitar pesos excessivos, subir e descer escadas, evitar a utilização de produtos tóxicos, estarem muito tempo junto ao fogão, passando ferro, ou inalar vapores de produtos agressivos como a soda cáustica.

Gestantes que trabalham diretamente em hospitais, creches, escolas e onde existem um fluxo grande de pessoas, ambientes fechados e de possibilidades de contrairem alguma doença, é importante, antes de engravidar, verificar sua carteira de vacinação.

A Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva argumenta que muitos médicos relutam em vacinar as grávidas porque abortos espontâneos e anomalias congênitas podem ser erroneamente atribuídos à imunização. Para não suscitar essa suspeita, a SBIm recomenda a vacinação das futuras mamães no segundo trimestre gestação, quando o risco de aborto espontâneo é menor.

Os autores norte-americanos afirmam ainda que a imunização na gravidez deve ser indicada quando os benefícios claramente superarem os riscos. Certas circunstâncias podem influenciar a indicação da vacinação da paciente, como o serviço militar, viagem a áreas de alta prevalência de doenças, profissões perigosas e a existência de comprometimento do sistema imunológico e doenças crônicas.

A mulher deve ser imunizada prioritariamente antes da gestação, porque são poucas as vacinas recomendadas durante a gravidez - contra difteria, tétano e gripe. Se houver necessidade, existem vacinas que podem ser administradas por não conterem vírus vivos. Essas vacinas são contra a hepatite A, hepatite B, poliomielite inativada, raiva, IPV, pneumocócica 23-valente, meningocócica conjugada ou polissacarídica e coqueluche acelular.