Transplante de medula óssea em crianças

Como e quando se realiza um transplante de medula óssea em crianças

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Quando pensamos num transplante de medula óssea, não imaginamos que muitas vezes é uma criança que necessita desse procedimento. No entanto, isso também acontece entre as crianças menores, seja por causa de algum tipo de câncer, como a leucemia, linfoma ou mieloma múltiplo; doenças como algum tipo de anemia, talassemia ou AIDS; ou porque um tratamento de quimioterapia destruiu sua medula óssea.

No mundo, já foram realizados mais de um milhão de transplantes em crianças e adultos. Graças ao trabalho dos hospitais e associações, já existem 22 milhões de doadores voluntários e 500 mil unidades de sangue do cordão umbilical disponível. O trabalho de difusão e conscientização da sociedade sobre os transplantes de medula é fundamental para poder ajudar os doentes que os necessitam. 

Os transplantes de medula óssea na infância 

No Brasil, as pessoas que se voluntariam para doar medula para pacientes que necessitam de transplante, podem entrar em contato com o REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea). Através de um sistema informatizado as informações genéticas dos doadores são cruzadas com a dos pacientes que precisam do transplante. Assim que se verifica a compatibilidade, a pessoa é convocada à doação.

 O Brasil se tornou o terceiro banco de dados do gênero do mundo. Isso se deve a campanhas de conscientização promovidas pelo Ministério da Saúde. Essa ação mobiliza laboratórios, hemocentros, ONGs, além de instituições públicas e privadas. 

Hoje em dia, são 70 centros para transplantes de medula óssea e 26 para transplantes com doadores não aparentados.

Como explicar a uma criança em 7 passos o que é um transplante de medula óssea 

1. Quando a medula óssea não funciona bem, deve ser trocada por outra que seja capaz de fabricar células sadias. 

2. A primeira coisa que se deve fazer é um tratamento com quimioterapia para eliminar as células que não funcionam. O cabelo pode cair, mas volta a nascer.

3. Os médicos devem procurar células sadias que se pareçam com as suas primeiramente entre os seus familiares, nos bancos de doadores ou inclusive são células sadias do cordão umbilical. A criança recebe a medula sadia como se fosse uma doação de sangue. 

4. Também é possível extrair as próprias células com uma máquina. As que estão doentes são eliminadas e as sadias voltam a ser introduzidas, como uma transfusão de sangue. 

5. Durante o tempo que durar o tratamento, a criança deve estar isolada para evitar infecções, ter uma boa higiene e continuar comendo muito bem para ficar forte. 

6. Assim que a medula funcionar bem, acaba o isolamento e já podemos ir pra casa! Daí poderá ver seus amigos, ir ao parque e se divertir novamente. 

7. Depois é só retornar periodicamente ao hospital para fazer algumas revisões e tomar a medicação que o médico receitar.