Como os repelentes de insetos afetam aos bebês

Como usar os inseticidas com bebês por perto de forma segura

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Em dias mais quentes, não somente aumenta a temperatura, como também as possibilidades de ser atacado por diferentes insetos, especialmente mosquitos, carrapatos, percevejos, moscas e inclusive piolhos

Com o aumento da dengue em todo o país, os pais têm uma preocupação lógica quanto à segurança das crianças e também dos repelentes de insetos quando existem bebês e crianças pequenas em casa.

Tipos de repelentes e os seus efeitos nos bebês

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No mercado existem muitos tipos de repelentes de insetos com a etiqueta de ‘natural’ ou ‘bio’ e isso pode nos levar a um engano. Nem tudo que se intitula ‘natural’ pode ser usado em crianças muito pequenas, devido a que sua absorção pode produzir efeitos adversos em bebês. 

Os repelentes naturais, como pode ser a citronela, ou a essência de eucalipto, funcionam bem, ainda que não sejam tão potentes como os sintéticos; além disso, devemos aplicá-los de maneira mais contínua, e várias vezes para evitar picadas em tempos de maior exposição aos insetos.

Os repelentes sintéticos não são tão ruins como pintam... É verdade que na sua composição existem produtos químicos, mas nos estudos em que são submetidos, são classificados de seguros, já que sua absorção é mínima. Tem demonstrado uma maior eficácia frente aos naturais, e é necessário menos aplicações para obter uma boa proteção (um ponto a mais para aqueles pais esquecidos).

Que repelente usar em função da idade do nosso filho

- Menores de 2 meses: está contraindicado usar qualquer tipo de repelente, seja natural ou químico. Podemos usar óleos essenciais, como o derivado da citronela para afugentar os bichos.

- Lactentes e menores de 2 anos: Em menores de dois anos é desaconselhável o uso de repelentes sintéticos que contenham DEET (N-Diethyl-meta-toluamida). Em áreas com alta incidência de dengue e outras doenças causadas pela picada de mosquitos, poderíamos avaliar o seu uso. Para essas idades existe uma variedade de repelente químico seguro, que tem demonstrado maior eficácia do que os repelentes naturais, que é aquele à base de IR3535.

- A partir dos dois anos: Além de poder usar os anteriores, a OMS recomenda o uso dos repelentes à base de DEET a concentrações de 20%.

- Durante a gravidez e aleitamento: a princípio não estão contraindicados neste período. No entanto, se desaconselha o seu uso no primeiro trimestre. Agora, se a mãe vai viajar neste período para áreas de risco se pode usar um repelente à base de citronela.

É importante, em áreas de risco, evitar deixar as portas abertas a partir das 4 horas da tarde e colocar mosquiteiros nas camas das crianças e telas nos berços, além de telas protetoras nas janelas da casa. Quanto mais se evitar o uso de repelentes e inseticidas, melhor. 

Sara Cañamero de León 

Diretora e matrona em MaterNatal 

Blog MatronaMadrid

Especialidade em Enfermagem Obstétrico-Ginecológica