Erros no tratamento da enurese infantil

Existem algumas falsas crenças para tratar a enurese infantil

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Existem falsas crenças sobre o tratamento da enurese. É necessário esclarecer certos aspectos do tratamento para que, ainda que nosso objetivo seja solucionar a enurese da criança, acabe desenvolvendo outros transtornos. 

A enurese é a emissão de urina repetida de forma intencional ou involuntária. A partir dos 5 anos, se a criança continua urinando de noite na cama é quando começa a se considerar que pode ter esse transtorno: enurese. 

4 falsas crenças no tratamento da enurese

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- Tem que limitar os líquidos: 

Muitos das crianças com enurese têm, sobretudo nas horas da tarde, uma sede compulsiva que as levam a beber muito e os pais pensam que é correto limitar os líquidos seja uma medida efetiva para evitar a cama molhada. Na prática só serve para criar situações de discussão familiar desnecessária. No entanto, em alguns casos, a criança pode se beneficiar em limitar a ingestão de líquidos, especialmente às bebidas que contêm cafeína e tomá-las justamente antes de deitar.  

- Tentar levantar a criança durante a noite para fazer xixi (‘assim ela não molhará a cama’): 

Levantá-los para urinar durante a noite não favorece a cura da enurese. Pelo contrário, como essas crianças podem urinar mais de uma vez durante a mesma noite é comum que já estejam molhados quando os pais vão levantá-las, ou que molhem a cama umas horas mais tarde. Essa situação gera então um conflito duplamente frustrante: por um lado a cama molhada e por outro o mal estar de ter feito um sacrifício inútil. Existem casos isolados em que essa prática seja efetiva e não represente um grande sacrifício familiar. 

- Exercícios para aumentar a capacidade da bexiga, para não ser confundido com a aprendizagem de reter:

Parece que não podem ser benéficos nem no processo de cura da enurese nem para amanhecer com a cama seca. 

- Evitar a colocação de fraldas: 

Isso é algo que os pais fazem com relativa frequência e que não só chega a nada, e ainda afeta ainda mais a autoestima da criança. Há que tentar levar o problema com tranquilidade e fazê-los se sentir seguros e as fraldas para essas crianças podem substituir a calcinha ou a cueca.