Os erros mais frequentes com a medicação das crianças

Receitas com letras ilegíveis, rótulos ambíguos, desinformação e erros humanos

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

É óbvio que os medicamentos estão aí para aliviar ou curar doenças. No entanto, se os pais não os utilizam de forma correta não apenas não estarão ajudando aos seus filhos a se sentirem melhor, mas também podem causar outros males como diarréia, tonturas, vômitos ou inclusive a resistência ao remédio em questão. 

Os erros na medicação das crianças acontecem quando se utiliza um fármaco inadequadamente para tratar um problema ou doença, ou quando o remédio não é utilizado de forma correta. 

Fatores que aumentam o risco de erros na medicação

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Na maioria das vezes estes erros são produto de falhas humanas, seja por falta de experiência ou conhecimento, por falta de atenção, ou por falha do sistema médico, mas em todos esses casos têm algo em comum. São evitáveis. 

Os erros na medicação das crianças podem ser catalogados em vários tipos:

- Erros de prescrição: o médico pode ser o responsável. 

- Erros no diagnóstico da criança: o erro pode ser do médico ou do laboratório de análises, ou de quem realizou algum exame como ressonância, radiografias, etc. 

- Erros na entrega do medicamento: o farmacêutico pode ser o responsável.

- Erros de administração e cumprimento de orientações médicas: a responsabilidade é dos pais.

Existem muitas outras causas que produzem erros na medicação das crianças. Por um lado está o pedido da medicação (prescrição), que muitas vezes é ambíguo ou vem mal especificado. Em ocasiões, as abreviaturas ou a letra ilegível do médico dão lugar a este tipo de erros. 

Precauções para evitar erros na medicação do nosso filho

A primeira recomendação é nunca automedicar a criança e deixar que seja o pediatra quem diga o que a criança deve ou não tomar e em que doses. 

Os pais devem, além de tudo, conhecer o nome, as doses, concentração, dose correta e a aparência dos medicamentos que a criança estiver tomando para evitar confusões. É recomendável fazer uma lista com a medicação que a criança usa, com horários e doses corretas caso os pais tenham que deixá-la com alguém. 

Por último, nunca ficar com dúvidas. Sempre que for possível deve-se perguntar e resolver as dúvidas, algo tão simples. Uma só pergunta pode evitar muitos erros. A comunicação é algo muito importante para lutar contra os erros na medicação. Você pode, por exemplo, solicitar que o médico do seu filho prescreva o medicamento não com sua própria escrita, que na maioria das vezes são terríveis, mas que ele imprima (impressora) corretamente de forma legível, com horários e doses corretos. E nunca deixe remédios ao alcance das crianças. Qualquer descuido pode ser fatal.

Diego Fernández

Redator de Guiainfantil.com