A chupeta: Uma faca de dois gumes!

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Sobre a chupeta, já foram escritos rios de tinta: seu efeito tranqüilizador, o momento de introduzi-lo ou de tirá-lo e como fazê-lo, os inconvenientes do seu uso, se vale ou não a pena oferecê-lo ao seu bebê... 

Mas, o que terá a chupeta que a maioria dos pais oferece aos filhos, mesmo este tendo rejeitado? Eu, prontamente não duvidaria em erguer um monumento à pessoa que a inventou, e ainda escreveria a seguinte frase: ‘À memória do Sr. ou Sra. ... Em agradecimento de inumeráveis pais pelas noites dormidas, pelos efeitos curativos para as quedas dos seus filhos, pelo nervosismo contido e pelas birras dissipadas.  

Quem sente mais atração pelo uso da chupeta, os papais ou o seu bebê?

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Eu diria que em partes iguais, ainda que por diferentes maneiras. Para os papais é uma arma poderosa, ‘a chave da tranquilidade’, e para as crianças uma brincadeira e um consolo, ‘a cura para todos os males’. 

Mas quase tudo, quando nos tornamos pais, tem ‘sua cara e coroa’, ou seja, ambos os lados. Aos pais, a arma secreta pode se tornar em uma faca de dois gumes e não saberem no futuro como tirar a chupeta da criança, e para os bebês o relaxamento e tranquilidade conseguidos podem se tornar em um hábito muito difícil de deixar. 

Outra vez é importante discernirmos o equilíbrio das coisas porque não poucas vezes acabamos nos convertendo em autênticos escravos das nossas escolhas passadas. Existem pais que já tiveram que correr para uma farmácia para comprar uma chupeta igualzinha à que o seu filho tinha e não outra que ele pudesse rejeitar, e outros pais, talvez mais precavidos, que optaram em espalhar pela casa com dezenas de chupetas para que sempre que houvesse alguma necessidade de consolar o seu bebê.  Já sabemos a facilidade com que perdemos as chupetas em algum ‘esconderijo’ da casa. E isso ocorre com mais frequência do que imaginamos. Mas, o que mais os pais perguntam é qual o momento ideal para começar a tirar a chupeta da criança. A preguiça ou pelas circunstâncias da correria do dia a dia, poderá fazer com que nosso filho fique usando chupeta aos dois anos ou mais, quando começará a dizer suas primeiras palavrinhas ou frases, enquanto em outros momentos fica caladinha chupando a chupeta. Deveríamos considerar a chupeta como um objeto com caducidade de uso, da mesma forma que os ursinhos na hora de dormir, as fraldas ou outros utensílios usados na infância. 

Como disse no início da matéria, a chupeta é uma faca de dois gumes, e embora possa causar alguns dissabores na hora de deixá-la, eu continuo apoiando a idéia de erguer um monumento ao seu inventor. Assim que, se o seu pequeno está em vias de usar a chupeta, você verá que logo deixará de necessitá-la e conseguirá ser um ‘pouquinho mais velho’ (as crianças adoram se sentir mais velhas, mais responsáveis), ainda que se ele tiver um irmãozinho pequenino, possa sucumbir à tentação de dar (escondido) umas ‘chupadinhas’ na chupeta do seu irmãozinho. 

Patro Gabaldon

Redatora de GuiaInfantil.com