Os desprezos do nosso bebê

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Popularmente quando um filho tem um mau comportamento para com os seus pais é possível aplicar-lhes o horrível ditado: ‘crie corvos e eles te arrancarão os seus olhos’. As desavenças entre pais e filhos, infelizmente existem, mas fica muito desconcertante pra gente quando alguma vez, o seu pequeno bebê que tanto precisa de você e que por ele você pode morrer te despreza temporalmente como vingança por tê-lo deixado ao cuidado de terceiros

É bastante comum em muitos bebês que ‘tomem represálias’ ou desprezem temporariamente o seu carinho. Comigo aconteceu algo com o meu pequeno, especialmente durante os primeiros dias quando o deixava na creche. Ao invés de se alegrar em me ver, nem sequer queria vir para os meus braços para abraçá-lo. Ele se negava a estar comigo ou se comportava mal com o propósito de me chatear. Este foi o início das suas birras, um mau comportamento para chamar a minha atenção e protestar diante da minha ausência. 

O bebê não sente desprezo, mas medo do abandono

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É doloroso a gente sentir esses rompantes de mau humor contigo quando se mostra obediente e amoroso com outras pessoas. Eles são astutos e nos atingem aonde mais nos dói! 

O bebê, ainda que pareça querer nos tirar do nosso carnê de mãe continua nos amando muito. Ao invés de chorar como um bebê pequeno, nessas ocasiões ele nos castiga por não termos nos ocupado dele quando esse era o seu desejo. Nossos pequenos sabem muito bem que é uma boa maneira de chamar a nossa atenção. O seu comportamento nos preocupa e nos causa desgosto e assim ele se assegura que com esse suborno emocional ele conseguirá colher o seu fruto: obter a atenção que nos demanda. Mesmo doendo, não deve ser levado em conta porque é somente uma resposta normal ao ‘abandono’ da sua mamãe que tanto ama. 

Se o bebê nos rejeita é porque realmente está muito seguro do nosso amor incondicional com ele. A vítima habitual desses rompantes de desprezo são as mães, que normalmente são aquelas que mais tempo passam com ele, e as que com mais frequência se ocupam dos seus cuidados. Curiosamente, quando eu deixo, por obrigação ou compromissos, os meus filhos aos cuidados do papai ou de outras pessoas, quando eu volto, os mais velhos me cobrem de beijos, mas o menor me olha com desprezo, ainda que com pouco tempo isso passe. Com o amadurecimento dos nossos bebês eles vão entendendo o porquê da nossa desatenção temporal, e voltarão a nos encher de beijos e carinhos que nos deixam ternamente apaixonadas. 

Patro Gabaldón

Redatora de GuiaInfantil.com