A vacina contra a coqueluche durante a gravidez

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Ainda que não seja uma doença muito comum e não seja uma pandemia, a tosse ferina pode infectar um bebê com menos de dois meses e corra risco de saúde. É possível evitar? A solução está em vacinar as gestantes no último trimestre de gravidez

Vacinar as gestantes contra a tosse ferina protege os bebês

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A tosse ferina é uma doença causada por bactérias. Causa ataques de tosse, pneumonia, asfixia e inclusive a morte, e o contágio são através de pequenas gotinhas de saliva que soltamos ao falar, tossir ou espirrar. 

Para estar protegida contra esta doença, os bebês são vacinados a partir dos dois meses a DTaP que é uma vacina combinada contra o tétano, difteria e tosse ferina. Posteriormente se volta a administrar aos quatro, seis e dezoito meses. Até que o bebê não tenha obtido todas as doses ele não está totalmente protegido.

Os recém-nascidos que não tenham recebido ainda esta vacina podem se contagiar através das pessoas à sua volta portadores da doença, por isso em muitos países se recomenda que as gestantes se vacinem contra a tosse ferina. 

A vacina contra a coqueluche é considerada segura e não causa danos ao bebê em desenvolvimento, ainda que seja aconselhável administrá-la durante o terceiro trimestre de gravidez. Dessa maneira, assegura-se a proteção do bebê, já que recebe os anticorpos através da mãe.

Custa acreditar, mas a vacina contra a tosse ferina é escassa no mundo, por isso em alguns países optam em aplicá-la somente em bebês. 

Para uma ‘proteção máxima’, as crianças precisam de cinco doses. As primeiras três doses devem ser aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade. A quarta dose entre 15 a 18 meses e a quinta (reforço) recomendada é aos 11-12 anos. 

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com