A empatia infantil. Um valor contra o bullying escolar

Vilma Medina

Vilma Medina

Guiainfantil.com esteve conversando com a psicóloga Maria José Ruiz sobre o bullying ou assédio moral em crianças em idade escolar. Durante a interessante entrevista me chamou muito a atenção o conselho que ela dava aos pais sobre incentivar nos pequenos a empatia, porque afirma a especialista que este valor pode ser uma arma para que as crianças respeitem e se façam respeitar em relação aos demais. 

Incentivar a empatia nas crianças

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A empatia é se colocar no lugar do outro. De acordo com a entrevistada, primeiro os pais devem ensinar a criança a compreender suas próprias emoções para que compreenda as dos outros. Nossa! Mas, como isso deve ser complexo para as crianças pequenas! Os seres humanos são empáticos, uns mais do que outros, desde que começam a se socializar. 

É um dom. Existem pessoas mais empáticas do que outras, mas é algo que se pode estimular. Isso aconteceu comigo e com a minha pequenina; certa vez eu comecei a chorar na frente dela e ela começou a soluçar e seus olhos se inundaram e colocou sua mãozinha na minha cabeça. Ela estava me consolando; ela estava se colocando no meu lugar. Quando as crianças tentam ajudar a alguém menor ou quando a um adulto na verdade estão tentando ser solidárias. Isso é empatia

As crianças desde cedo têm interesse no outro, no que sentem e demonstram isso. Toda vez que os pais virem esse tipo de atitude empática, eles devem reforçá-la; assim estarão formando uma criança no mundo que se preocupa com os sentimentos dos outros. Isso fará com que sejam respeitosos, tolerantes, solidários e bondosos. 

O bullying é ausência de empatia. A criança que trata grossamente a outra parece interessar-lhe mais que o outro sofra e em causar-lhe dor. Se desde pequeno o seu filho se mostra agressivo e gosta de maltratar outras crianças, você deve indagar o porquê desse comportamento e corrigi-lo, fazer-lhe sentir culpa pelo mal que tem feito aos outros e ainda pedir desculpa e uma reparação em relação à vítima. 

Os papais devem ser empáticos

Estamos prevenindo que nosso filho, quer seja agressor ou vítima do bullying, quando desde pequeno ele consiga ver como seus sentimentos são importantes. Se formos empáticos com ele e damos esse exemplo de empatia e solidariedade em relação aos outros, quando dizemos não a certas atitudes e compreendemos quando algo o incomoda e buscamos corrigir e respeitar, além de ser amável e bondoso com os demais estaremos ensinando ao nosso filho a ser empático também.  

Você deve dizer ao seu filho que não deve ter segredos contigo. Se algo o incomodar, seja alguém na escola, ou ele tenha feito algo que o deixou incômodo ao tratar alguém mal, por iniciativa própria ou alheia, ou tenha sido testemunha de um bullying na escola, ele deve encontrar nos pais um pai empático que o escuta e se coloca no seu lugar. 

Viviana Marín

Redatora de GuiaInfantil.com

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