O que permite e não denuncia o bullying é cúmplice

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Quando se fala do bullying escolar a gente pode colocar o foco sobre a vítima e o agressor, mas o que acontece com todos os espectadores que são conscientes do que está acontecendo e não fazem nada? Com certeza são cúmplices de quem está agredindo, insultando, difamando, ameaçando, chantageando, intimidando ou difundindo rumores. No caso de bullying não existe apenas dois implicados: vítima e agressor. Existe um terceiro que deve ser implicado: o espectador. 

A Fundación Anar e a Fundación Mutua Madrileña (na Espanha) estão desenvolvendo ações conjuntas e programas para prevenir, detectar e intervir no caso de crianças e adolescentes que sofrem assédio escolar. Uma das formas de agir é bater na porta de todos aqueles que sabem e consentem no bullying e não fazem nada para pará-lo: os espectadores. 

O que os companheiros podem fazer para acabar com o bullying

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Existem várias razões que explicam por que as crianças decidem não fazer nada quando vêem que outra criança é o foco do bullying escolar. Talvez tenham medo e acreditem que os agressores possam lhe prejudicar ou não tenham tentado sequer se colocado no lugar do que sofre. No entanto, essas atitudes só reforçam o agressor que continuará fazendo dano a outros companheiros. 

Outra das razões que levam as crianças a calar diante desses comportamentos é o medo de ser ‘dedo duro’. É uma figura muito mal vista, mas é importante ensinar nossos filhos que não é dedo duro quem decide contar o que está acontecendo e tão pouco o que decide apoiar quem sofre. 

Os espectadores de um caso de bullying agem assim: 

- Mostram indiferença diante da violência. 

- Podem inclusive chegar a participar ou incentivá-la. 

- Vêem essas situações como normais e não fazem nada para evitá-las.

- Às vezes se sentem culpadas, mas não agem por medo. 

- Sua atitude está baseada na submissão ao agressor. 

O que os companheiros podem fazer para parar o bullying? Deixar de rir, deixar de calar e reconhecer que se não fazem nada serão cúmplices. 

O que os professores podem fazer para acabar com o bullying nas escolas 

Em muitas ocasiões o bullying se dá na escola, e em nenhum caso o professorado pode ser espectador desses fatos ou minimizá-los. Para eles, os especialistas nos dão essas normas de atuação: 

- Se não tenha sido detectado nenhum caso de bullying: sempre observar qualquer mudança. Não minimizar as situações de violência e estimular os alunos a não calarem se sofrerem alguma intimidação. 

- Se já tenha detectado o caso de bullying: investigar, colher informação e falar com as 3 partes implicadas, informara as famílias e a direção da escola, adotar medidas levando em conta as normas da escola. Ainda se faz necessário informar todos os envolvidos das consequências dos seus atos. Promover palestras sobre o tema com a participação dos alunos e pais de alunos.

E nunca, e em nenhum caso, permanecer em silêncio. 

Fonte: acabemosconelbullying.com

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com