Os professores que deixam marcas nas crianças

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Com certeza muitos de nós, pais, gostaríamos de ‘ser uma mosquinha’ para poder ver como nossos filhos se comportam em sala de aula. Assim poderíamos ser testemunhas presenciais do exercício profissional dos professores e de como nossos filhos se desenvolvem na escola. Mas, de certa maneira, podemos entrar nessa pequena janela observando a felicidade dos nossos filhos quando vão à escola. Eles refletem fielmente a tranquilidade e satisfação, ou pelo contrário, a indiferença, a ansiedade ou a preocupação que sentem. 

Os professores que ajudam as crianças se desenvolverem

os-professores-que-deixam-marcas-nas-crianças A 

Com toda certeza, muitos de nós guardamos com carinho gratas recordações e experiências vividas na escola com um professor ou professora, individualmente. Um professor que admirávamos, que deixou em nós uma marca inapagável, e que não somente nos ensinava a somar ou a escrever corretamente, mas também sabia tirar o melhor de nós, que nos tratava com respeito e fazia se respeitar, nos consolava e valorizava os nossos esforços e nos compreendia... 

Um professor contribui para uma criança não somente como  a figura que proporciona conhecimentos, mas também uma referência com quem se estabelece ao longo do tempo, uma relação especial. O exemplo do professor, da mesma forma que a família, repercutirá no nosso filho. Sua maneira de falar, sua forma de vestir, seu trato, sua atenção, seu estímulo e o seu carinho ficarão gravados para sempre nos nossos pequenos. 

A educação dos nossos filhos não somente deveria compreender aspectos puramente cognitivos, como também hábitos, boas maneiras, valores e sentimentos. O ilustre doutor Gregorio Marañon afirmava algo assim, que ‘o médico que só sabe medicina, não sabe nada, nem sequer medicina’. 

O ser humano não é um computador que apenas inserimos dados. Existem muito mais coisas que cultivar. Devemos, especialmente, educar nossos filhos com um objetivo claro: que sejam capazes de viver felizes, respeitando o próximo e a si mesmos. 

A inteligência emocional e o desenvolvimento do potencial intelectual deveriam vir num só pacote e cultivá-los em várias frentes. 

Educar é uma tarefa linda, ainda que muito difícil! Outro dia me enviaram uma história dessas que circulam pela internet: era sobre uma professora que aprendeu a educar realmente quando soube lidar com um aluno problemático. Por trás da sua negligência e mau comportamento, ela pôde descobrir, não sem esforço, que se escondia uma história dramática e uma criança nobre e inteligente, necessitada de alguém que soubesse estender-lhe a mão. Ela soube enxergar o seu valor e ajudou a criança a florescer. Desde então, recebeu o honorífico título de: ‘minha melhor professora’, para uma criança que pôde chegar a encontrar a felicidade e o rumo da sua vida.  

Patro Gabaldón