Como suportar as birras das crianças

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Em torno dos dois anos, nossos filhos vivem e nos fazem passar por uma das etapas mais difíceis de suportar. As birras dos nossos filhos podem durar mais ou menos tempo, mas em qualquer caso, será um treinamento excelente para colocar à prova a nossa paciência

Nós somos surpreendidos em ver como nossos filhos experimentam alterações de humor tão bruscas, mostram tanta rebeldia e têm reações tão violentas. Daí nos perguntamos, como o nosso doce menininho, aquele mesmo anjinho de alguns meses atrás, que tinha um caráter doce e alegre, parece ser objeto de algum tipo de desordem afetiva. Suas repetidas birras, além de ser embaraçosas para a gente, principalmente em público, pode nos deixar sem reação e sem saber como controlar a situação. 

As birras, os ataques e pirraças das crianças 

Eu, assim como vocês tenho me perguntado o que pode produzir essas reações tão exageradas. Quando acontece a maioria dessas situações? Esses ataques podem ser provocados por qualquer tipo de contrariedade, seja pela proibição em pegar algum objeto não apropriado para a criança, bem como não consentir nos seus desejos e vontades, ou até mesmo por se chatear por algum motivo sem importância. 

Comentando um dia esse assunto com uma amiga e educadora infantil, ela me falou que essa etapa é como uma espécie de ‘adolescência’ na qual estão sendo produzidas mudanças cognitivas e de amadurecimento no nosso pequeno, que acabam produzindo esses estados caóticos no seu comportamento. Nossos filhos se reconhecem como indivíduos únicos, começam a definir sua personalidade, e acabam querendo medir forças com a gente e aprendem a estabelecer os limites das suas próximas atitudes. 

O que fazer então? De cara, levar a sério esses comportamentos já é um passo importante. Creio que nesses momentos devemos ser firmes, cada um como possa, fazendo que o nosso pequeno vá reconhecendo, talvez não agora, mas no futuro, quais são os limites que vamos marcar para educá-los. Nossa atuação poderia variar segundo as situações. Haverá momentos em que o melhor seja ignorá-los, em outros melhor tranquilizá-los, repreendê-los ou até mesmo castigá-los. O principal é que nós mesmos, como seus educadores, tenhamos ideias claras de como queremos moldar nosso filho e, para suportar essa fase, é preciso nos armar de paciência e aguardar que passe com o tempo. E lembre-se: criança sem limites é uma criança infeliz. 

Patro Gabaldon

Redatora de GuiaInfantil.com