Como é ter mais de três filhos

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Com certeza se você tem mais de um filho, já deve ter ouvido mais de uma vez: ‘Nossa, se eu com um só filho quase não consigo dar conta, como você poderá com dois/três...! Como é possível que tenham pessoas com quatro, cinco ou mais filhos e continuam sobrevivendo? 

Isso me lembra um programa de rádio que escutei a alguns anos, em que uma mãe com dez filhos dizia algo assim: ‘Quando eu tinha seis filhos, eu me perguntava o que eu fazia quando tinha somente três filhos, e agora que tenho 10, eu me pergunto o que eu fazia quando tinha 6...” Com certeza era uma mãe com bom senso de humor! Mas, nos dá uma dica na hora de conduzir uma família: aumentar a família não necessariamente multiplica o trabalho. 

Dicas para conduzir uma família numerosa

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Está claro que, com mais filhos existem muito mais coisas para fazer. Com a quantidade de coisas que uma mãe tem para fazer, uma vez que existe um limite humano, como poderia esta mulher levar uma família com 10 filhos? Pois, admitindo certo ‘caos’. Eu explicarei com um exemplo. Com meu primeiro filho, cada vez que a chupeta caía no chão eu esterilizava; a partir do segundo filho, eu só limpava com água. E, a partir do quarto filho, sinceramente eu acredito que não me dava conta da quantidade de vezes que a chupeta caía e eu simplesmente colocava na boca e pronto. O esterilizador já está no quarto de coisas que já não uso. 

Ou seja, as prioridades mudam; quanto mais filhos nós temos, mais nos centramos no que é verdadeiramente prioritário, e delegamos algumas tarefas aos nossos filhos maiores (por menores que sejam) e, sobretudo temos menos controle sobre cada momento da vida dos nossos filhos porque acabamos dando conta, não sem dores de cabeça na caminhada, que as crianças podem ser muito mais independentes do que as deixamos ser muitas vezes.

Isso me leva ao início. A diferença entre ter um filho, dois, cinco ou dez não se apóia somente na quantidade de trabalho que temos, mas no grau de controle que chegamos a exercer sobre a família; de maneira que nos tornamos autênticas especialistas na gestão de pessoas e recursos (algo que muitas empresas invejariam) para permitir um pequeno ‘caos’ dentro de uma ordem familiar razoável.  

Milagrosamente, as pequenas notas de caos dirigidas com a batuta de uma mãe experiente, se associam em uma preciosa sinfonia de ordem e harmonia. Assim que, continuando com a comparação, a mãe com o tempo se torna em uma diretora de orquestra que não pretende controlar cada nota dos diferentes instrumentos, mas sim garantir a junção de todos para que a obra musical seja esplêndida. E eu acredito que vocês estão de acordo comigo, que ser solista é muito difícil. Todos nós deveríamos nos sentir amparados por companheiros de uma grande orquestra. 

Patro Gabaldon