Colômbia e El Salvador pedem evitar gravidezes por causa do zika vírus

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Os Ministérios da Saúde de países como Honduras, Equador e Colômbia estão recomendando às mulheres que evitem engravidar durante o ano de 2016, e, em alguns casos como El Salvador também em 2017. A razão? O zika vírus, cuja propagação está aumentando os casos de microcefalia em bebês nascidos de mães que se infectaram durante a gravidez. 

A rápida propagação do vírus tem feito todas as agências de saúde, incluindo a OMS dar o alerta que o vírus chegará a toda América, exceto Chile e Canadá, e aconselha às gestantes consultar o seu médico antes de depois de visitar áreas endêmicas. 

Alguns países desaconselham as gravidezes por causa do zika vírus

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O zika vírus é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, portador da doença e seus sintomas são febre, dores musculares e articulares, cansaço e erupções cutâneas. Além disso, nos últimos meses tem-se relacionado também com o nascimento de bebês com microcefalia, um transtorno neuronal que faz com que o bebê nasça com a cabeça menor do que deveria e que não tem cura nem tratamento. 

Este vírus está presente principalmente em países da América do Sul e Central, e não se tinha conhecimento de muitos casos desde 1947, quando foi identificado pela primeira vez, mas nos últimos meses tem aumentado alarmantemente o número de infectados pelo zika. Tanto é assim que no Brasil já existem quase 4.000 casos de bebês nascidos com microcefalia. Existe, segundo os especialistas, uma relação direta entre a microcefalia e a infecção pelo zika vírus das mães durante os primeiros meses de gravidez. 

As agências de saúde européias, americanas e a OMS já estão recomendando às gestantes que não viajem a países com casos de zika, mas as medidas preventivas não param por aqui. Os Ministérios da Saúde de El Salvador, Equador e Colômbia estão pedindo às mulheres que evitem engravidar neste momento. 

Como essas declarações têm gerado fortes críticas, os respectivos governos se defendem dizendo que não se trata de medidas de controle da natalidade, mas sim recomendações de saúde e que são os pais e mães quem tem que decidir a respeito. 

Outras medidas preventivas para evitar o contágio durante a gravidez são: utilizar repelente, colocar mosquiteiros nas camas e telas nas portas e janelas e evitar acúmulo de água parada em vasos de plantas, pneus, garrafas, calhas de casas para que o mosquito portador do zika vírus não possa se reproduzir. 

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com