O perímetro cefálico do bebê

As medidas do contorno da cabeça do bebê

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

O perímetro cefálico ou perímetro craniano é a medida do contorno da cabeça na sua parte maior. Mede-se utilizando uma fita métrica, que deve se situar sobre as orelhas e acima das sobrancelhas. Assim, além das medidas de peso e tamanho, o perímetro craniano é outro dado a ser levado em conta na hora de examinar o estado de saúde do recém-nascido. 

Nas revisões pediátricas posteriores, a medida do perímetro craniano cefálico do bebê será outro dado a ser levado em conta para estudar o estado de saúde do bebê

Valores padrão do perímetro craniano do bebê

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Um bebê recém-nascido tem um contorno craniano de aproximadamente uns 35 cm. Tal contorno, o perímetro, tem ao nascer a mesma medida que o contorno torácico, ainda que não se pode descartar a possibilidade de que, em alguns casos, o perímetro craniano seja maior do que o torácico. Este paralelismo entre ambas as medidas se mantém durante o primeiro ano de idade. De modo que ao cumprir um ano, o perímetro cefálico de uma menina terá um valor quase similar ao torácico (entre 43 e 46 cm, por exemplo).  

No caso dos varões, com um ano de idade, esta relação começa a se modificar lentamente e irá se notando que o perímetro torácico começa a ser maior que o cefálico, um aspecto físico que é uma característica do varão. 

Os bebês têm um crânio flexível

Ao atravessar o canal do parto, o perímetro cefálico pode se modificar devido à pressão que se produz durante a passagem nos ossos da cabeça do bebê. Devido a esta circunstância, o crânio dos bebês é flexível e está formado por placas ósseas móveis, não soldadas, que podem se montar entre si. Os ocos ou espaços não fechados que deixam as estruturas móveis dos ossos da cabeça se denominam fontanelas (popularmente conhecida como moleira). 

Tabelas e medidas do perímetro craniano dos bebês

A medida do perímetro cefálico faz parte da rotina do pediatra em cada visita do bebê para verificar o desenvolvimento sadio da criança, tanto ao nascer como depois, normalmente até os 3 anos de idade. Às vezes, depois do nascimento, a forma da cabeça pode evidenciar que os ossos se montaram uns sobre os outros ou é possível que exista algum hematoma. 

Para tratar corretamente estas anomalias existem umas tabelas que indicam os valores médios e os desvios padrões. Tomando nota em cada visita ao pediatra do valor em cada momento do crescimento se obtém uma sucessão de medidas que formarão uma curva, que se situa dentro dos parâmetros padrão, que dependem do sexo e da idade do bebê. As medidas contínuas sobre as tabelas, que expressam valores médios servem como guia ao pediatra para detectar possíveis problemas relacionados com o tamanho da cabeça do bebê. 

Microcefalia e macrocefalia em bebês 

Ainda que as alterações extremas do tamanho da cabeça dos bebês possam ser detectadas precocemente durante a gravidez graças à ecografia, quando o bebê já tenha nascido podemos falar de microcefalia ou macrocefalia. 

- A microcefalia: manifesta-se quando a cabeça do bebê é excessivamente pequena. Pode ser causada por uma taxa de deficiência no crescimento do cérebro, devido a uma doença genética ou desnutrição; a uma fusão precoce dos ossos do crânio ou a um mau desenvolvimento do cérebro. 

- A macrocefalia: é uma anomalia que, com o desenvolvimento do bebê, geralmente acaba desaparecendo. É habitual que, ao nascer, o bebê apresente umas proporções da cabeça mais elevadas. Mas, se a proporção da cabeça for excessivamente grande, a causa pode ser uma macrocefalia simples (herança familiar) ou uma hidrocefalia, que se produz pelo acúmulo de líquido cefalorraquidiano. Outras causas podem ser uma meningite (inflamação do cérebro, membranas e envoltórios, assim como da medula espinhal), um tumor cerebral ou a doença de Canavan (doença hereditária que provoca a degeneração ou ruptura das células nervosas do cérebro).  

O bebê de cabeça grande 

Ainda que pareça piada, a maioria dos bebês é um pouco ‘cabeçuda’, pois nascem com a cabeça um pouco maior do que o corpo. Portanto, o bebê ‘cabeçudo’ nem sempre constitui um motivo de preocupação. De fato, durante o primeiro ano de vida, o crescimento do perímetro cefálico é acelerado e depois vai desacelerando. Assim, quando chegam ao seu primeiro aniversário, 83,6% das crianças já têm o tamanho de cabeça que terá na idade adulta.  

Marisol Nuevo