Por que muitas mulheres voltam a fumar após a gravidez

Vilma Medina

Vilma Medina

Segundo especialistas da Universidade Autônoma do México, a metade das mulheres que deixam de fumar durante a gravidez retorna ao hábito antes dos seis meses após dar a luz. 

Os alertas de saúde sobre os males do cigarro no bebê durante a gravidez têm constrangido muitas mulheres e é muito elevado o índice delas que deixam de fumar na gestação. No entanto, também tem sido divulgado que muitas delas voltam a fumar após dar a luz. 

Riscos de fumar durante a gravidez

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Fumar mata, já dizem as carteiras de cigarro, mas por que é ainda mais importante deixar de fumar durante a gravidez? Os obstetras quando advertem as futuras mamães fumantes que a nicotina produz efeitos no bebê como baixo peso ao nascer, problemas respiratórios futuros, aborto espontâneo ou déficit de atenção ao prejudicar a estrutura neural. 

O pequeno corpo do bebê em desenvolvimento enfrenta a uma substância duas vezes mais tóxica que o veneno da aranha viúva negra, uma comparação que deixa qualquer um de cabelo em pé. A nicotina é um potente tóxico cujos efeitos podem chegar ao bebê através do sangue e da placenta. 

Desde 1993 vem acontecendo um trabalho intenso na conscientização sobre os riscos do cigarro durante a gravidez. No entanto, ainda são muitas as mulheres que não abandonam o hábito durante a gravidez ou dizem ter deixado, mas continuam fumando às escondidas por medo do estigma social. 

Riscos de fumar depois da gravidez 

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de East Anglia no Reino Unido analisou 1031 mulheres americanas e canadenses. Encontraram que 75% das mulheres que deixaram de fumar durante a gravidez retomaram o vício dentro dos seis meses depois do nascimento do bebê e entre 80 a 90% recaíram durante o primeiro ano. 

Quais razões as fizeram recair? Entre os fatores estavam a influência de um meio fumante, ou recuperar a identidade anterior à gravidez, o estresse pós-parto e a crença de que ‘já que a criança nasceu, o cigarro não pode causar-lhe mais danos’. 

O costume de fumar faz com que os pais e mães fumantes, em muitos casos, não tenham a precaução de não fumar na frente dos filhos. Não é raro ver uma mamãe empurrando um carrinho de bebê com um cigarro entre os dedos ou ainda o papai brincando no parque com seus filhos enquanto fuma. Podem fumar também em casa, e ainda que se abra a janela ou saia na varanda, basta entrar na casa de um fumante para que te invada o cheiro forte da nicotina com a qual as crianças convivem. 

Os riscos das crianças de pais fumantes são enormes: 

- Danos irreversíveis às estruturas das artérias.

- Está relacionado com a morte súbita do lactente

- Aumenta a incidência de otite, crise asmática, infecções respiratórias, irritação nas mucosas, etc. 

- Mais risco de hospitalização.

Fumar durante a gravidez

Fumar durante a gravidez

O cigarro durante a gravidez. O cigarro não só causa danos a quem fuma, mas também a quem está ao seu lado e no caso da gestante, ao feto que estará se formando e crescendo no seu ventre. Fumar e expor às crianças a problemas de saúde é um ato extremamente egoísta.

Deixe de fumar pela saúde dos seus filhos

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Parar de fumar para que os filhos tenham saúde. Já estamos mais que acostumados a ouvir sobre leis antifumo, seja em ambientes fechados, em algumas empresas e repartições. Qual fumante nunca se questionou sobre o desejo de parar de fumar, principalmente quando são pais de crianças pequenas.

Como o costume de fumar afeta a saúde do bebê

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Todos nós sabemos que fumar faz mal, tanto para saúde de quem fuma como para quem está ao lado de quem fuma. Há pouco tempo um estudo revelou que mais de 10% das mulheres fumam ao longo das suas gravidezes. E a pesquisa ainda revela que quanto mais jovem for a gestante, mais ela fuma. Os especialistas insistem que se as mulheres grávidas não tivessem fumado se poderia ter evitado até 5% das mortes infantis.

Uma em cada duas crianças é fumadora passiva

Uma em cada duas crianças é fumadora passiva

Uma de cada duas crianças é fumadora passiva por conviver com pais fumantes e apresentam até quatro vezes mais doenças respiratórias que os menores que não estão expostos à fumaça do cigarro, além de apresentar outras doenças com maior frequência como a síndrome da morte súbita do lactente. Segundo os médicos, estas crianças podem sofrer de asma, bronquite e de enxaqueca.

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