Como foi o nascimento do seu bebê?

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

O parto é uma experiência tão intensa em todos os sentidos, que as mulheres que passaram por ela, não conseguem reprimir na hora de contar como foi o acontecimento, passo a passo. Não somente a nível físico, mas também a nível emocional, é uma situação única que nos leva aos limites em muitos sentidos. Como resistir em contar como foi o nascimento do nosso bebê? Temos tanta coisa para compartilhar... 

Como a gente gosta de falar sobre o nosso parto 

Quando há um grupo de mulheres reunidas e sai a palavra ‘parto’, as experiências e vivências se sucedem uma após a outra, e é um momento que nos encanta relatar a todos. E não é só isso. Quando uma grávida de primeira viagem pede um conselho, a gente não se reprime em relatar com detalhes como foi nosso parto, se foi doloroso ou demorado. E isso sem pensarmos se estamos assustando a quem ainda não passou pela experiência. 

Existem partos de todos os tipos. Curtos, demorados, dolorosos, muito dolorosos, rápidos e sem dores. Cada parto é diferente, tanto assim, que de um parto a outro, uma mesma mulher pode viver experiências totalmente diferentes. Eu passei por dois partos e estou esperando o terceiro. Eu economizarei os dados escabrosos, mas meus partos foram dolorosos, demorados e difíceis. Ambos foram partos naturais e no hospital. 

Isso me leva, de certa maneira, a ter certa birra daquelas mulheres que tiveram partos tão fáceis, já que foram muito rápidos e com pouca dor. Eu conheci mamães que relatam partos quase sem dor e que se resolveu em um instante. 

Em algumas semanas eu enfrentarei o terceiro parto, e nem por ter já vivido outros dois, eu me sinto mais confiante, talvez pelas minhas experiências anteriores. Pode ser que eu tenha tecofobia (medo ou fobia de parto) ou pode ser somente incerteza, mas já me aproximei de outras mamães de três filhos para perguntá-las como foi o seu terceiro parto. 

Os profissionais podem dizer que o parto de uma mãe de primeira viagem é lento e demorado, já que a dilatação leva mais tempo. O segundo se acelera bastante e o terceiro volta a ficar mais lento. Também dizem que ao liberar ocitocina nos ajuda a esquecer, após o parto, toda a intensidade e dores vivenciadas. Eu não consegui esquecer, mas acredito que vale a pena voltar a passar por tudo isso quando realmente desejamos ter outro filho, mesmo se os partos anteriores tenham sido complicados e dolorosos. 

A recompensa chega quando seu bebê descansa nos seus braços depois do processo, e você pode acariciá-lo, e dar beijos com muito cuidado. Ele também participou do parto e necessita de todo o seu carinho para se adaptar ao novo meio. 

E você, gostaria de falar sobre o seu parto? Como foi? 

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com