O olfato nas mulheres grávidas

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Com certeza você conhece mulheres grávidas que desenvolveram um extraordinário sentido de olfato e que podem reconhecer cheiros que antes passavam despercebidos. Pode ser, inclusive, que isso já tenha passado com você mesma. As alterações hormonais que acontecem durante a gravidez podem causar alterações em alguns sentidos. Um deles é o olfato. 

É normal que durante a gestação algumas gestantes desenvolvem uma sensibilidade excessiva em relação aos cheiros, também conhecida como hiperosmia. 

Por que as gestantes não toleram cheiros fortes

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No meu caso, sempre fui fiel ao mesmo perfume, pois para mim é um cheiro conhecido e agradável. No entanto, quando engravidei do meu primeiro filho tive que deixar de usá-lo. Não suportava os cheiros de colônias fortes, somente tolerava as fragrâncias de banho ou as do bebê. Minhas companheiras de trabalho usavam perfumes muito fortes e eu retorcia o nariz com o cheiro, porque chegavam às minhas narinas com uma intensidade enorme. Isso voltou a acontecer na minha segunda gravidez. De fato, só há pouco tempo que voltei a usar perfumes de cheiros mais intensos. 

Não é de se estranhar que uma gestante não tolere o cheiro do seu perfume habitual ou da sua comida favorita. Inclusive, essa intolerância vem acompanhada de náuseas e vômitos. É muito frequente, sobretudo no primeiro trimestre de gravidez, ainda que em algumas mulheres isso persista ao longo de toda a gestação. É um sintoma passageiro. Depois do parto o olfato recupera a sua sensibilidade normal.

Para aliviar esta sensação é necessário evitar os aromas fortes e os ambientes carregados e buscar espaços abertos e tranquilos. Ainda que também seja possível que aconteça justamente o contrário: perder o sentido do olfato. Neste caso, é devido à congestão da mucosa nasal que afeta algumas mulheres durante a gravidez.

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com