Os desejos e aversões durante a gravidez

Vilma Medina

Vilma Medina

Inclusive antes de nos inteirarmos que estamos grávidas, é frequente que experimentemos certas aversões a cheiros e a alimentos que antes gostávamos, da mesma forma que aparecem alimentos que agora nos atraem enormemente. Especialmente, durante os três primeiros meses, as náuseas, os desejos, as indigestões ou a flatulência fazem parte do nosso dia a dia, são sinais que nosso corpo está experimentando grandes mudanças.

Quando eu estava grávida, eu sentia desejos loucos para comer batatas fritas com ketchup, dobradinha ou pepinos ao vinagre. Estes desejos ou excentricidades gastronômicas repentinas podem ter também uma explicação fisiológica. Seguramente, sejam produzidos pelo efeito dos hormônios ou pela necessidade de um aumento calórico ou pela sensação constante de fome (ainda que logo venhamos a sofrer umas indigestões horrorosas).

Aversões a cheiros durante a gravidez

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O gosto e também o olfato mudam, em maior ou menor medida durante a gravidez. Ambos os sentidos estão intimamente relacionados, e podem aumentar de uma maneira extraordinária. Ainda me recordo de ter escutado minha irmã vomitando de nojo diante da presença de peixes ou mariscos, que antes de estar grávida ela adorava. Trata-se de uma alteração fisiológica provocada pelo aumento de estrógenos que provoca com que a mulher tenha um olfato mais aguçado e uma extrema sensibilidade aos cheiros. É muito mais recorrente nos três primeiros meses quando as mudanças fisiológicas são mais claras, ainda que posteriormente se normalize, ou pelo menos diminua até desaparecer completamente depois do parto. 

Dizem os especialistas que também existe um aspecto psicológico quanto aos desejos. Pode ser que a gestante necessite se sentir mimada pelo seu companheiro ou pode necessitar ‘descontar’ em algum alimento que se desvie da dieta ideal, agravada pelos estragos hormonais que vão necessitar dos doces ou outros alimentos para paliar as náuseas. É bastante popular a crença de que estes alimentos nos apeteçam porque nosso corpo, sabiamente, ‘nos pede’, mas isto é algo muito duvidoso, mas parece responder a satisfazer imperiosamente uma tentação gastronômica. 

Assim que, em norma geral, devemos dar vazão aos desejos sempre, e quando estes não impliquem em uma alimentação pouco saudável (alimentos nem muito calóricos nem pouco nutritivos). Os desejos devem ser consentidos quando respondam a alimentos adequados tanto para a mãe como para o seu bebê. Por outro lado, os alimentos saudáveis, que temporariamente nos produzem aversão, devem ser substituídos por outros que nos proporcione os mesmos benefícios ou aportes nutritivos. E se a aversão for em relação a alimentos pouco nutritivos, melhor para nós, ainda que seja bastante difícil que nenhuma gestante tenha aversão à sua bala ou sorvete de chocolate favorito.

Patro Gabaldón

Redatora de Guiainfantil.com

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