As crianças não devem ter hamsters, porco-espinho nem tartarugas em casa

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Cada vez mais aparecem animais de estimação exóticos nas redes sociais e em reportagens de televisão. Já é comum assistirmos a crianças pequeninas brincando com cobras, lagartos e outros animais, mas nem todos os animais podem se converter num animal de estimação para as crianças. Os pequeninos da casa, especialmente os menores de cinco anos não devem ter hamsters, porto-espinho, lagartos pequenos nem tartarugas devido aos riscos que representam para a sua saúde. 

Como todos nós sabemos, quanto menor for a criança, maior a sua vulnerabilidade, já que o seu sistema imunológico ainda não está totalmente desenvolvido. Além disso, quando menor a criança for, menos hábitos de higiene ela terá. Beijam, agarram e tocam sem controle aos animais, e logo colocam as mãos na boca, e nem sempre se pode vigiar, supervisionar e limitar suas formas de contato com os animais. 

Animais perigosos para as crianças

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A principal Associação de Pediatras dos Estados Unidos concorda que os animais exóticos carregam germes perigosos, inclusive mortais e possuem mais tendência a arranhar e morder do que cachorros e gatos. 

Às vezes, quando a criança apresenta febre, diarréia e dores estomacais, sem uma causa precisa, pode ser que seja pelos germes que transmitem animais como o hamster. 

As infecções por Salmonella, por exemplo, em 11% ocorrem pelo contato de crianças com lagartos, tartarugas e inclusive com pintinhos. Os porcos-espinhos são perigosos porque seus espinhos podem penetrar na pele e disseminar uma bactéria que causa febre, dores e irritações cutâneas às crianças.

Todos, principalmente os que têm animais em casa, já sabem como é bom o convívio com eles, como nos acrescentam e ensinam todos os dias. 

Não se trata de proibir este contato. Trata-se de proteger as crianças, educando-as para que tenham o hábito de lavar as mãos sempre depois de algum contato com seu bichinho de estimação. O cuidado de não beijá-lo na boca e tão pouco levá-lo para dormir na sua cama, etc. 

É recomendável que as famílias que insistem em animais exóticos esperem que a criança cresça um pouco mais e pesquise bem o que estiver levando para o convívio dos filhos, e não entrar nessa moda sem nenhum conhecimento. 

Pablo Medina

Redator de GuiaInfantil.com