Bebês e gatos podem conviver?

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A mim, particularmente, não gosto de gatos. Quando eu era muito pequena, um deles me arranhou quando eu tentava fazer-lhe um carinho. Desde então, não confio neles. Quando minha filha nasceu pensei em ter um bichinho de estimação. Já tivemos peixes, tartarugas e hoje temos um cachorrinho, mas gatos, nem pensar. Minha experiência com gatos não ter sido boa, não significa que outras pessoas não possam conviver bem com eles. Alguns pais se sentem preocupados com a reação que um gato possa ter com a chegada de um bebê a casa, o que é completamente compreensível. 

Gatos e bebês em casa 

Existe um monte de histórias sobre o que os gatos podem provocar nos bebês, ainda que, segundo Kat Miller, especialista em conduta da Sociedade para prevenir a crueldade aos animais nos Estados Unidos, são os bebês que mais assustam os gatos, pelos seus ruídos estranhos, seus distintos cheiros e sua conduta imprevisível. Para alguns gatos, os bebês são como extraterrestres.

Quando um bebê chega numa casa, a rotina da casa muda por completo. Normalmente, os bebês se adaptam à nova realidade, mas o gato, que é um animal de hábitos e que prefere a regularidade, nota a diferença. 

Por essa razão é necessário supervisionar o contato e o comportamento do gato com o bebê. Não tirar o olho e considerar os conselhos da doutora Miller: 

1 – Supervisionar o contato do gato com o bebê. Não deixá-los a sós nem por um momento. Se o bebê estiver dormindo, deve-se fechar a porta do seu quarto para manter o gato afastado e evitar assim que ele suba no berço. 

2 – Observar se existe alguma reação alérgica na pele ou na respiração do bebê por causa do pelo do gato. Nesse caso, devem consultar um médico.

3 – Antes do bebê chegar em casa é conveniente acostumar o gatinho. Tente ajustar gradualmente os novos horários e lugares da comida, de brincar e acariciar o gato. Qualquer mudança abrupta na vida do gato pode lhe causar ansiedade e medo. 

4 – Acostumar o gato aos sons que o bebê faz, bem como seus cheiros, para que o gato cheire o seu perfume e se familiarize com os choros do bebê

5 – Cortar regularmente as unhas do gato para evitar possíveis arranhões. Buscar orientação de um veterinário para isso. 

6 – Assegurar-se de que o gato saiba o que é permitido e o que é proibido. Subir no berço ou nos seus braços quando estiver amamentando, não deve ser permitido. 

7 – Os animais ‘falam’ com o seu corpo. Se a cauda do gato está para cima e não balança, é sinal de que o gato está agitado e que merece atenção. Se suas orelhas estiverem paradas, o gato estará relaxado e interessado. 

8 – O comportamento do gato também dependerá das atitudes dos seus donos. Permita ao gato observar e se aproximar, no seu ritmo, ao bebê, sem expressar pavor ou medo. Dar-lhe um voto de confiança também ajuda a educá-lo. 

9 – Levar em conta a personalidade do gato. Disso dependerá seu costume ou não ao novo bebê. 

10 – Cuidar da higiene. Evitar que o gato suba no berço, na mesa e que esteja sempre em contato com o bebê. Educar o gato nesse sentido é extremamente necessário. 

Vilma Medina

Diretora de Guiainfantil.com