Quando os pais acreditam que o seu filho é baixinho

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

O tamanho dos filhos é algo que, em algumas ocasiões nos preocupa. Quando a criança é baixinha, e parece que não cresce, na maioria das vezes o que acontece é que a comparamos com outras crianças da mesma idade. Isso é o que acontecia com o meu irmão Felipe. Quando eu era criança, meus irmãos mais velhos lhe apelidavam de ‘anão’. Não que ele fosse, mas porque era o mais baixinho dos irmãos. Baixinho em estatura, mas enorme em bondade! 

O crescimento das crianças

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Uma amiga minha, que é baixinha, estava preocupada pela estatura abaixo dos percentis do seu filho de um ano, e o pediatra, num tom de humor lhe comentou: ‘senhora, você não pretendia que o seu filho tivesse outro fim com a sua herança genética!’. É lógico pensar que os pais baixos terão filhos baixos e vice-versa, ainda que na herança devêssemos ampliar o raio de influência à altura dos avós ou antepassados. 

A altura final da criança não dependerá somente da herança, mas também da ausência ou presença de alguma doença que impeça ou propicie um crescimento ótimo, além da raça, sexo ou da alimentação. Um tamanho adequado ao nascer, uma alimentação equilibrada e uma boa absorção dos alimentos na infância são fatores decisivos no tamanho final do adulto. Existem doenças como a celíaca, que se não for tratada convenientemente impede a boa absorção dos alimentos que afetam o correto crescimento e desenvolvimento da criança. 

Além das doenças físicas, também já foi demonstrado que as carências afetivas ou maus-tratos podem influenciar em um déficit de crescimento. Também é muito importante o descanso da criança, o hormônio do crescimento que é o que governa os processos biológicos para que se produzam o crescimento, que é liberado, sobretudo, durante o sono. 

Não existe nada de novo para o cuidado dos filhos. As recomendações são sempre as mesmas: boa alimentação (descartar possíveis doenças); bons hábitos de sono; exercícios e brincadeiras; carinho e afeto. As demais coisas ficarão fora das nossas mãos, e dependerão da sua herança genética, sua raça e sexo. 

Patro Gabaldón

Redatora de GuiaInfantil.com