A estatura e o ritmo de crescimento de meninos e meninas: a idade óssea

Por que algumas crianças crescem mais que outras?

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A idade óssea nem sempre coincide com a idade real da criança, por isso existem crianças mais altas e outras mais baixinhas de acordo com a sua idade cronológica. A velocidade de crescimento do esqueleto não segue um padrão fixo e varia de pessoa para pessoa. Acredita-se que é uma característica genética, já que muitos pais preocupados com a altura do seu filho se surpreendem com um “esticão” tardio e se lembram de que eles também experimentaram um padrão de crescimento similar. 

Para averiguar se a idade óssea está atrasada ou adiantada, o pediatra pode pedir a realização de uma radiografia da mão e da munheca esquerda, onde se vê a quantidade de cartilagem que ainda tem disponível. Quando as zonas cartilaginosas desaparecem, se diz que as epífises estão "fechadas", quando não haverá mais crescimento dos ossos.  O adiantamento ou atraso da idade óssea é um parâmetro que se calcula observando a calcificação dos ossos dessa zona, o que permite estabelecer sua maturidade esquelética e, portanto sua idade aproximada. 

Quanto a criança vai crescer? 

Sempre que não acontecerem doenças relacionadas (cardiopatia, doença celíaca ou déficit de hormônio de crescimento) que possam influenciar no crescimento, a criança pode alcançar a altura correspondente à sua herança genética, ainda que isso pode ocorrer antes ou depois do previsto. Para saber quanto a criança vai crescer, existem algumas fórmulas. 

Uma delas é a “estatura alvo”: 

Estatura do pai + (estatura da mãe + 13) / 2 = Altura para o menino.

Estatura da mãe + (estatura do pai – 13) / 2 = Altura para a menina. 

Outro método consiste em calcular a “altura projetada” seguindo um gráfico de percentuais, o percentual que cresce a menina ou o menino até a idade de 18 anos. Também existem outros cálculos que levam em consideração a idade cronológica, o tamanho, a idade óssea, a velocidade de crescimento no último ano e o grau de desenvolvimento puberal. A margem de erro é de 2 a 4 cm. Com esse método se pode predizer o tamanho definitivo com uma probabilidade de acerto entre 80 e 95% de acerto. 

Os resultados dessas fórmulas podem variar alguns centímetros para cima ou para baixo de acordo com a carga genética de um dos seus progenitores tenha influenciado mais na sua altura final. Além disso, esses cálculos requerem condições de saúde e alimentação adequadas para que o crescimento se produza com normalidade.  

Quando acontecem os picos de crescimento? 

Durante o primeiro ano de vida e na puberdade, o ritmo é mais espetacular. Na puberdade o pico se produz aos doze anos nas meninas e 14 nos meninos, e alcança 20% do crescimento total. Embora existam diferenças entre os sexos que vão influenciar na altura final, nota-se que o crescimento nas meninas é mais breve e intenso e nos meninos, mais gradual e prolongado. Por isso, na maioria das vezes, os meninos superam as meninas em altura aproximadamente 13 centímetros. Além da altura, acontece o mesmo na massa corporal, e enquanto eles desenvolvem o dobro de músculos que as meninas, elas tendem a acumular maior quantidade de gordura. 

Marisol Nuevo.