A Síndrome de Down no sangue materno

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A preocupação da mãe pela saúde do seu bebê durante a gravidez é um dos temas que os ginecologistas mais refletem em suas consultas. A ciência continua ajudando a todas essas futuras mamães que desejam saber se o seu bebê está sadio o quanto antes, e com este objetivo, as pesquisas continuam para serem ainda mais precoces e confiáveis os diagnósticos. Fruto deste esforço de pesquisa é a detecção da Síndrome de Down no sangue materno. 

Exames na gravidez: cada vez mais precoces

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Já não é necessária a ecografia da 12ª semana quando se realiza uma medição da translucência nucal para determinar, sempre com certa margem de erro, uma possível Síndrome de Down. Em geral, era preciso esperar até a amniocentese para confirmar este possível diagnóstico com certeza. 

A boa notícia é que a partir da 10ª semana de gravidez será possível detectar anomalias cromossômicas, simplesmente com uma análise de sangue da mãe sem risco algum para o feto. Esse exame não invasivo analisa o DNA fetal presente no sangue da mãe e permite rastrear anomalias como a Síndrome de Down, ligada ao cromossomo 21, ou às associadas aos pares 13 e 18, as três causas mais frequentes de atraso psicomotor. 

Os estudos publicados demonstraram que o exame tem índices de detecção de até 99%, com somente 0,1% de falsos positivos. Está indicado não somente para gestantes de elevado risco, mas também como teste de rastreamento para toda a população em geral.

Esse teste foi possível graças à descoberta que se pode detectar o DNA fetal no sangue materno apesar de que esteja em minoria e constitui menos de 15% do total. Com esta técnica é possível detectar também a presença do cromossomo Y, o que permite também averiguar o sexo do bebê, ou o fator Rh, no caso de risco de doença hemolítica. O teste não substitui os habituais exames de diagnóstico pré-natais, como os marcadores bioquímicos no sangue materno (Triple Screnning) ou a ecografia especial da 12ª semana, ambos cobertos pela maioria dos planos de saúde. 

Marisol Nuevo

Redatora de Guiainfantil.com