A estabilidade emocional das crianças

As emoções das crianças como parte do aprendizado infantil

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Há pouco tempo eu li que em algumas escolas infantis tinha sido introduzido como novidade no trabalho de classe, ‘o cantinho das emoções’. Este espaço consiste no seguinte: a professora fez um mural em que estão representados os diferentes estados de ânimo que podem ter uma pessoa: alegria, tristeza, chateação, assustado, etc. 

A cada dia, cada criança tem que passar neste cantinho e colocar a sua foto no estado de ânimo que acredita que se encontra nesse dia. Logo em seguida e em grupo, cada criança expõe por que se sente assim, e compartilha com os seus companheiros. Pareceu-me uma idéia muito boa para trabalhar este conteúdo das emoções, principalmente na infância. 

As crianças devem aprender a pensar e também a sentir

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A escola nos ensina a pensar, mas aprender a sentir é algo que parece totalmente esquecido. É algo que cada um deve aprender a fazer sozinho. 

Este é um dos problemas da educação atual, já que esquecemos que o objetivo principal da educação é favorecer o desenvolvimento integral dos meninos e meninas, e, portanto, a educação terá que contemplar todas as dimensões da pessoa: cognitiva, físico-motora, psicológica, social e afetivo-social. 

Frente a uma educação mais tradicional que tem estado centrada no desenvolvimento do aspecto cognitivo, hoje em dia, e cada vez mais, nós nos encontramos com um modelo educativo mais orientado para ajudar as crianças a conhecer melhor as emoções e a saber controlá-las. 

O desenvolvimento sócio-afetivo nas crianças se refere principalmente à habilidade de reconhecer e expressar emoções e sentimentos. Nela se busca proporcionar atividades que permitam à criança a interação com as pessoas que a rodeiam para que possa se socializar, estabelecer vínculos afetivos, expressar suas emoções e conseguir esta estabilidade emocional que necessita. 

Como ajudar a criança a construir laços afetivos

Quando o bebê é muito pequeno, a maioria das reações responde a estímulos internos, mas outras são reações a estímulos que o meio proporciona. Atividades como acariciá-lo, niná-lo, cantar para ele e conversar com o bebê, ainda que não compreenda a linguagem verbal, a criança percebe os gestos e a linguagem não verbal do corpo e mãos. 

Em torno dos 3 meses, já são capazes de manifestar angústia, excitação e prazer, por isso é fundamental que a gente motive ao bebê por meio de incentivos, com um abraço, uma palavra carinhosa, sorrisos, etc. Enfim, quando ele obtiver conquistas. 

Aos seis meses, as crianças já identificam e reconhecem os estados de ânimo da sua mãe. Por isso e para que o bebê reconheça esses estados de ânimo seria muito aconselhável que os pais mostrem a ele gestos como a risada com gargalhadas, franzir a testa, fazer bicos, colocar cara de susto, de assombro e sempre por meio da brincadeira, já que é a melhor forma que os bebês aprendem. 

Marta Veguillas Ocaña

Pedagoga especialista em Atenção Precoce e Educadora em Massagem Infantil

Blog: http://atempramv.blogspot.com.es