As emoções básicas das crianças: alegria, tristeza, medo, ira e repulsa

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Quem dirige o rumo da nossa vida? Quem determina nossa personalidade? Quem decide o que vamos ser ou como somos? As nossas emoções. Sem dúvida, as autênticas capitãs da nossa nave.

As emoções chegam de uma hora pra outra. Nascem com o nosso filho. No início, como tudo, é algo novo. Por que o bebê às vezes chora desconsolado? Por que ri? Por que rejeita determinados alimentos? As emoções começam a trabalhar. Nosso filho terá que aprender utilizá-las. Não é fácil. De fato, muitos adultos ainda se sentem incapazes de dominar seus impulsos.

Quais são as emoções básicas das crianças

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Alegria, tristeza, ira, medo e nojo. São nomes das 5 grandes emoções que manejam nossas vidas. A alegria, é claro, é a emoção que deve governar sobre as restantes. Mas, a alegria não pode chegar sem deixar que antes a tristeza faça o seu trabalho. Mas, por que são necessárias tantas emoções?

Medo: Pode ser que em determinado momento, algum medo se faça presente. Se o nosso filho não tivesse medo de nada, ele colocaria sua vida em risco constantemente. A criança tem medo de cair, medo de tropeçar, mas também tem medo de não ser capaz de conseguir o que se propõe. O medo faz com que a criança tenha desafios e lute para superá-los. E, por que não, que se sinta invencível. Mas, essa é uma faca de dois gumes: o medo também pode lhe bloquear e inclusive conduzir ao pânico. É o máximo nível de alerta do nosso corpo: se ensinarmos ao nosso filho a utilizar o medo para crescer será uma arma poderosa para ele.

Repulsa: O nojo ajuda a escolher, a aprender a dizer não. Ajuda a criança a formar sua personalidade: ‘quero isso porque este outro eu não gosto’. Se não existisse a repulsa (não entendido somente como nojo de algum alimento, mas também rejeição a determinadas coisas ou aspectos da vida), nosso filho seria sumamente conformista que não poderia ter uma personalidade forte nem tomar decisões importantes na vida. 

Ira: A ira é a ‘menos preparada’ das emoções. Quando se deixa levar, não existe raciocínio. Explode. Mas, isso será necessário. Às vezes, a ira desemboca logo em tristeza, e a tristeza dá lugar à alegria. Da ira também se aprende. É normal que apareça ira no nosso filho quando alguém bate nele, ou quando se aproveitam dele. De certa forma, a ira é uma arma de defesa, uma forma de entender ‘eu não gosto disso, eu tenho raiva disso e não quero me sentir assim’. É justamente nesse momento que a ira gera um mecanismo para pensar em como se defender diante de tudo isso que lhe provoca chateação.

Tristeza: Sem a tristeza não poderia existir a alegria. São complementares. Como iríamos saber a maravilha do riso se nunca tivermos chorado? A tristeza, com frequência nos faz refletir e aprofundar nos nossos sentimentos. Por que a gente se sente triste? O que podemos fazer para evitá-lo? Mas, cuidado: a tristeza também pode levar a criança a perder a esperança e levá-la à depressão. Sempre, após um momento de tristeza, devemos tentar que a alegria volte a aparecer.

Alegria: A alegria é o motor que move a vida do nosso filho. Todos os pais querem que seus filhos sejam alegres, que sejam felizes. Mas, a gente tem que entender que é impossível que sempre seja assim. A felicidade é formada por grandes momentos de alegria e pequenos instantes de ira, medo, tristeza e repulsa. Porque a alegria também necessita do resto para continuar o seu caminho.

As emoções, essas grandes desconhecidas para os nossos filhos. Podemos ajudá-los a compreendê-las. Sente-se com o seu filho, fale com ele. Tente explicar-lhe o que está sentindo. Está chateado? Sentiu raiva? Por quê? Faça com que ele responda a todas essas perguntas e, sobretudo, faça com que entenda que nenhuma dessas emoções são ruins. Todas, absolutamente todas, são necessárias.

Estefanía Esteban

Redatora de GuiaInfantil.com