O que as crianças sentem quando se aborrecem

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Umas gritam, outras choram. Algumas chutam. E, é claro, existem crianças que se calam. Eu me lembro que em mim dava um nó na garganta e eu ficava sem ar. Meu filho, no entanto, se esconde. 

Quando uma criança se aborrece pode reagir de muitas formas diferentes. Pode se tornar agressiva ou isolar-se. O sentimento de raiva é difícil de prever e controlar. Ou não? 

Como as crianças explicam o que sentem quando ficam com raiva

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Por que as crianças se aborrecem? Porque não conseguem o que querem? Por uma palavra ruim do seu melhor amigo? Uma criança se aborrece quando discute, quando alguém a machuca. Ela se aborrece quando briga com o irmão ou quando ninguém quer brincar com ela. Ela se aborrece quando não compram para ela o brinquedo que tanto deseja. Ela fica chateada e não sabe muito bem o que lhe acontece. 

Logo sente uma pressão na sua cabeça. Muitas crianças descrevem como ‘uma enxaqueca’, como uma dor no cérebro. Outras dizem que suas veias parecem levar mais sangue e que suam, suam muito. Também sente que o seu rosto fica vermelho e o sentimento se torna incontrolável. A raiva se apodera do corpo e perde o controle. Chega o grito, a birra, a tormenta. 

Como ajudar a criança a controlar a sua raiva

A solução é essa: aprender a respirar. Tão simples e complicado ao mesmo tempo. Essa pode ser a chave para manejar o sentimento incontrolado da raiva: respirar profundamente. E não digo eu, mas as próprias crianças. Um conselho que devemos ensinar aos nossos filhos. Somente temos que seguir esses passos: 

- Quando chega o sentimento de raiva, deve-se buscar um lugar tranquilo onde possa estar sozinho.

- Respirar profundamente pelo nariz. Expulsar o ar pela boca. 

- Fechar os olhos e voltar a respirar.

Dessa forma, as crianças que seguem esses passos dizem sentir como se algo se acalmasse prontamente, como se algo em movimento se detivesse. O coração se tranquiliza. O cérebro deixa de bater com tanta força. Daí é o momento de conversar.

Estefanía Esteban

Redatora de GuiaInfantil.com