Depressão infantil. Aprenda a identificá-la

Causas e tratamento da depressão infantil

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A depressão, antes diagnosticada em pessoas adultas, está a cada dia mais também afetando as crianças. Já não são somente os adultos que se deprimem. A depressão infantil pode surgir devido a ‘mudanças importantes e o estresse’ como resultado da perda dos pais, um divórcio, problemas familiares, etc.

Como saber se a criança tem depressão

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Aproximadamente 5% das crianças sofrem com depressão em algum momento. As crianças que vivem sob muita tensão, que tenham experimentado uma perda familiar ou que têm desordens de atenção ou de comportamento, ou apresentam dificuldades no aprendizado ou problemas de saúde mental correm maior risco de sofrer de depressão.

Cada criança é única em sua forma de ser, na sua personalidade e na maneira de aceitar as mudanças que acontecem na sua vida. Para suspeitar que uma criança tenha depressão, é necessário conhecer muito bem ao pequeno e saber o que é realmente normal no seu comportamento.

Os pais e educadores não devem se apressar para tirar conclusões. Pais e professore devem estar atentos quando alguma criança apresentar algumas das seguintes características: 

- Está continuamente triste, chorando com mais facilidade.

- Tem perdido o interesse pelos jogos, brincadeiras preferidas e pela escola.

- Afasta-se dos seus amigos e da família.

- Apresenta uma pobre comunicação.

- Se aborrece e se cansa com facilidade.  

- Apresenta menos energia ou concentração.

- Está irritado demais ou muito sensível diante de pequenas frustrações, fazendo birras ou manhas com mais facilidade.

- Nota-se que está extremamente sensível diante da rejeição e do fracasso.

- Expressa baixa autoestima, depreciando-se a si mesma.

- Escolhe ‘finais tristes’ para os seus contos e representações. 

- Comporta-se de maneira agressiva.

- Queixa-se constantemente de dores tais como dores de cabeça ou de estômago.

- Dorme muito ou muito pouco

- Come muito ou muito pouco.

- Sofre uma regressão, falando como um bebê ou fazendo xixi na cama. 

- Fala em suicídio.

- Fala em fugir de casa.

A depressão também afeta aos bebês

Com crianças de até três anos, os sinais para se preocupar começam quando essas crianças se mostram tristes ou decaídas, mesmo quando seus pais ou babás estão consolando-as. Podem, inclusive, que se apeguem desesperadamente às pessoas que se apegam a ela ou que deixem de se comunicar. A depressão nessas crianças está quase sempre conectada com a mudança ou perda da pessoa responsável pelo seu cuidado, ou quando quem cuida delas não é capaz de responder às suas necessidades. 

A depressão em bebês é refletida no seu estado de ânimo; isso não quer dizer que o bebê chora sempre que estiver triste, mas que dá a impressão de que está apático e sem nenhuma iniciativa. As consequências que pode ter a presença de um quadro depressivo no bebê são várias. Pode produzir certo atraso no desenvolvimento, como um início mais tarde do que o normal, atraso no desenvolvimento da linguagem, problemas do sono, somatização frequente, doenças do tipo infecto-contagiosas, devido a uma diminuição das defesas do organismo e alterações na alimentação que mantém o bebê em um estado de decadência.

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com