Educar a criança com valores. A coerência

Conselhos para ensinar o valor da coerência às crianças

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A coerência é um valor que se transmite com o exemplo. Os pais devem ser coerentes com o que dizem e fazem. Se existem contradições entre suas palavras e suas ações, eles estarão criando confusão e dificuldade no seio familiar. Na educação das crianças, o valor da coerência se entende como uma característica da autenticidade na vida. A coerência é o que dá sentido à fidelidade, à honestidade, à sinceridade e a tantos outros valores relacionados

Conselhos para ajudar as crianças a serem coerentes

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O mais importante que as crianças devem entender para serem coerentes é que não se pode fazer o contrário do que se pensa ou se diz. Ser coerente consiste em agir seguindo uma série de princípios em que se baseiam os nossos valores. A divisão, a falsidade, a ruptura entre o que se pensa, se diz e se faz, mostram que falta unidade na forma de viver. Todos nós devemos nos esforçar diariamente para conseguir a unidade na vida, e isso nos levará a sermos mais coerentes. A unidade na vida de uma pessoa compreende tanto os seus pensamentos com suas ações, e não permite a fissura entre ambos. 

Para que a coerência faça parte da vida das crianças e da sua personalidade no futuro, devemos transformar esse valor num desafio. Entre os conselhos para ensinar as crianças a serem coerentes, destacamos: 

1. Proporcionar à criança experiências vitais que a coloquem em contato com dimensões éticas, espirituais, religiosas ou estéticas que fazem parte da vida. Isso se pode fazer através das leituras ou através do contato com adultos que as cultivam e expressam. 

2. Dar respostas verdadeiras. Responder de maneira oportuna à perguntas que as crianças fazem sobre o nascimento, a velhice ou a morte

3. Dar importância aos valores. Fazer presente o valor da vida e a dignidade do ser humano.

4. Tomar muito cuidado para dar bom exemplo. A coerência nas próprias atitudes é muito importante, pois as crianças tendem a valorizá-las como boas quando vêem isso nos adultos, com os quais tem compromisso afetivo. 

5. Criar um ambiente de confiança na família, e não de medo

6. Cultivar o sentido de justiça e de responsabilidade e deixar que as crianças formem seus próprios critérios. Responder às perguntas das crianças com argumentos racionais e não somente afetivos. Oferecer experiências dentro da dinâmica da vida familiar onde se expressem os valores de justiça, solidariedade, verdade e honestidade. 

7. Conversar com as crianças sobre a validade das normas que lhes damos e aproveitar sua sensibilidade pelos grandes princípios morais para ir formando sua consciência.