Convulsões febris. Primeiros socorros em crianças

O que se deve fazer durante uma convulsão febril numa criança

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

As convulsões febris são uma das causas de urgências mais frequentes. Afetam aos bebês lactentes e crianças entre seis meses e seis anos numa porcentagem de 2 a 5%, ainda que a maior incidência se dê entre um e dois anos. Geralmente, são consequência de um aumento rápido da temperatura corporal (febre), ainda que também possa acontecer devido a processos de febre alta constante. Trata-se de um processo habitual que não deve ser associada a doenças graves. 

Como reconhecer uma convulsão febril nas crianças e em bebês?

convulsões-febris-primeiros-socorros-crianças A 

As convulsões febris são crises que afetam o corpo todo. Podem ser de contração-relaxamento, mas também podemos encontrá-las num corpo flácido ou somente rígido. Caracteriza-se pela perda da consciência e podem ser acompanhadas pelo desvio do olhar, normalmente fixo para um lado. 

As convulsões podem durar entre 1 e 10 minutos, e não podem superar os 15 minutos, ainda que possam se repetir. Posteriormente, você observará que o bebê ou a criança fique sonolento durante algum tempo. 

O que devemos fazer diante de uma convulsão febril?

- Mantenha a calma e se assegure de que suas vias aéreas estejam abertas. Seguramente, a criança terá mucosidade abundante e, junto com a contração contínua da musculatura ela terá dificuldade para respirar. 

- Evite que a criança se machuque com baques ou quedas no chão. 

- Assim que a crise ceder, procure baixar-lhe a febre. Retire a sua roupa e refresque o ambiente. 

- Coloque a criança deitada de lado depois da crise. 

- Sempre deverá ser examinada por um pediatra

- Controle em todo momento a sua aparência, o aspecto da sua pele e a sua respiração. 

O que você nunca deve fazer diante de uma convulsão febril

- Dar banho na criança em água fria, pois pode piorar a sua situação. 

- Segurar a criança fortemente para evitar que se mova muito. 

- Trasladá-la durante a crise. Durante a convulsão é aconselhável que a criança seja acomodada numa superfície segura. 

Além disso, deve-se: 

- Manter a tranquilidade e a calma. 

- Colocar um travesseiro ou uma almofada embaixo da criança se a superfície for dura. 

- Evitar mover a criança, salvo se ela se encontrar num lugar perigoso. 

- Retirar os objetos que possam oferecer riscos de lesão para a criança.

- Afrouxar qualquer peça de roupa que esteja apertando a criança, especialmente ao redor do seu pescoço. 

- Se a criança tem algum objeto na boca trate de retirá-lo com muito cuidado. 

- Se a criança vomita ou se apresenta grande salivação na boca, deve-se colocar a criança de lado ou com a boca para baixo para evitar o afogamento. 

- É importante também observar se a língua está impedindo a respiração.

- Não tentar meter nada na boca da criança para impedir que ela morda a língua. 

- Não tentar frear nem deter os movimentos do corpo da criança durante a convulsão.

- Se a convulsão durar mais de 15 minutos chamar logo o serviço de emergência.

Avaliação da criança por um pediatra após a convulsão 

O pediatra deve ser quem irá identificar e diagnosticar a causa e a origem da febre e das convulsões. Ele avaliará se a criança deve tomar uma medicação apropriada e tomará as medidas adequadas para controlar o processo de convulsão. Nos bebês e em crianças pequenas é importante descartar outras causas como a meningite. 

Neste caso, o médico pode pedir alguns exames de estudo. Boas notícias são que a criança apresente um desenvolvimento normal, que a convulsão não tenha durado mais de 15 minutos e não tenha tido outra convulsão dentro das últimas 24 horas e que o exame neurológico da criança realizado pelo médico tenha dado normal. 

Fonte consultada: 

- Nlm.nih.gov 

- Salud.com 

- Cruz Roja (Cruz Vermelha Espanha)

Pedro Oliver

Redator de GuiaInfantil.com