O que pode desencadear a epilepsia em crianças

Fatores que incidem no aparecimento das crises epilépticas

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

O que faz com que uma criança tenha uma crise epiléptica? A epilepsia é uma doença neurológica que se deve a fatores hereditários, doenças infecciosas ou traumatismos cranianos. 

Qualquer convulsão na criança não pode ser considerada epilepsia, como pode acontecer com as convulsões febris. Diz-se que uma criança é epiléptica se sofre duas ou mais crises sem nenhum fator que a tenha desencadeado (como a febre), se perde a consciência ou sofre sacudidas musculares violentas.  

Que fatores podem desencadear a epilepsia infantil

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A maior parte das crises que as crianças sofrem se inicia de forma espontânea, num momento em que nada parece indicar que tenha podido propiciar o ataque de epilepsia. Os fatores que podem desencadeá-la são: 

- Problemas do desenvolvimento cerebral durante a gravidez.

- Falta de oxigênio durante ou depois do parto. 

- Traumatismos cranioencefálicos.

- Tumores cerebrais (pouco habituais em crianças pequenas). 

- Encefalite ou meningite. 

- Antecedentes familiares. 

Além disso, existem algumas circunstâncias que podem precipitar uma crise em crianças que já sofrem epilepsia, por isso convém conhecê-las e evitá-las: 

- Não seguir o tratamento: a medicação deve ser tomada de forma regular e nos horários indicados. 

- Febre: episódios de febre alta em crianças epilépticas podem desencadear ataques de epilepsia. 

- Estresse: época de muita ansiedade, cansaço, falta de sono e estresse incidem no aparecimento das crises. 

- Flashes luminosos: luzes intermitentes e flashes desencadeiam crises epilépticas nos pacientes nos pacientes que têm epilepsia fotossensível. 

- Falta de sono: a insônia ou a diminuição das horas de sono incide no aparecimento das crises epilépticas. 

Quais tratamentos existentes para crianças com epilepsia? 

Com os fármacos antiepilépticos de segunda geração se reduziu a taxa de pacientes com epilepsias não controladas. Estima-se que somente tenha evoluído entre 20 e 30%, de modo que ainda seja muito abundante a taxa de fármaco resistência (resistência aos medicamentos). Isso justifica o desenvolvimento e comercialização de outros fármacos, que constituem os fármacos antiepilépticos de terceira geração. 

Estes fármacos antiepilépticos são novas moléculas que não se parecem aos fármacos antiepilépticos de primeira e segunda geração (como lacosamide, retigabine, rufinamide, talampanel e perampanel), o que são análogos ou derivados dos fármacos antiepilépticos já existentes (como o acetato de eslicarbazepina e brivaracetam). 

Alba Caraballo
Editora de GuiaInfantil.com