A epilepsia infantil

O que é a epilepsia, como se diagnostica y como se trata nas crianças

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A epilepsia é um transtorno intermitente do sistema nervoso que afeta 1% das crianças e que se caracteriza por crises ou convulsões. A maioria das crianças afetadas por essa doença pode desenvolver uma vida normal e saudável. Ainda que o seu nome possa impressionar a muitos pais, a maior parte das epilepsias infantis tem uma boa evolução e obedecem ao tratamento.

Como afecta a epilepsia às crianças

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É uma doença neurológica em que a ação de umas descargas elétricas afeta os neurônios cerebrais das crianças desencadeando as chamadas crises epilépticas. Esses ataques podem obedecer a fatores hereditários, doenças infecciosas como a meningite e a encefalite, problemas na gravidez ou traumatismo craniano.

Por que a epilepsia acontece?

O cérebro está formado por células chamadas neurônios, que se comunicam entre si mediante impulsos elétricos. Tais impulsos fazem com que a gente realize movimentos voluntários ou recebamos sensações procedentes do mundo que nos rodeia. As crises epilépticas acontecem por descargas desorganizadas de impulsos elétricos em grupos de neurônios. Se a alteração dos neurônios está localizada num lugar do cérebro pode dar lugar a crises focais.

Quando existe uma excitação geral do cérebro em seu conjunto dá lugar a crises generalizadas, nas quais não se pode encontrar uma anomalia evidente no cérebro e possivelmente sejam devidas a uma anomalia na regulação da comunicação das células cerebrais, talvez hereditária, de origem genética.

Como saber se a criança é epiléptica? 

É importante saber que muitos dos episódios aparentemente críticos não são epilepsias. As convulsões febris ou os espasmos do soluço não entram na epilepsia. Uma criança tem epilepsia quando:

- Sofre de duas ou mais crises sem fatores desencadeadores claros (febre, por exemplo).

- Perde o conhecimento, apresenta ausências breves ou suspensões momentâneas da atividade consciente manifestadas de forma reiterada.

- Apresenta contrações musculares violentas, com sacudidas de um ou vários grupos musculares.

- Apresenta alterações bucais, náuseas ou sudoração excessiva acompanhada de movimentos anormais.

Diagnóstico e tratamento da epilepsia

A epilepsia tem tratamento e os novos medicamentos melhoram a qualidade de vida dos afetados pela doença. Felizmente, a maioria das crianças que sofre pode ser controlada com medicações antiepiléptica.

Excepcionalmente acontecem crises resistentes a múltiplos tratamentos, e, às vezes, necessitam enfoques diferentes como cirurgia, um tipo de dieta chamada cetogênica ou o implante de um marcapasso no nervo vago. Os fatores que se sabe que podem desencadear um ataque numa determinada criança, tais como a televisão, videogames ou luzes de discoteca.

Alguns casos de epilepsia infantil se resolvem por si sós com o passar do tempo, enquanto a maioria necessita de tratamento. Para confirmar um diagnóstico de epilepsia é necessário que se faça um eletroencefalograma, um raio-x e uma ressonância. Os medicamentos podem controlar as crises epilépticas na maioria das crianças.

Normalmente se comercializam em forma de comprimidos, xarope ou cápsulas. É possível que a criança tenha incômodos no estômago durante os primeiros dias ao começar o tratamento. Qualquer incômodo que a criança sinta durante esse período deve ser comunicado ao médico.

O que pode provocar uma crise epiléptica?

São muitos os fatores que podem provocar uma crise epiléptica em crianças. De 7 em cada 10 casos não se pode identificar causa alguma, no restante é possível descobrir:

- Problemas do desenvolvimento cerebral durante a gravidez.

- Falta de oxigênio durante ou depois do parto.

- Traumatismos cranioencefálicos.

- Tumores cerebrais (pouco habituais em crianças pequenas).

- Uma convulsão febril muito prolongada.

- Encefalite ou meningite.

- Casos de epilepsia em familiares.

Além disso, no aparecimento de um ataque de epilepsia infantil pode ser influenciado por mudanças de tempo, as alterações dos ciclos lunares, a falta de sono e as alterações no descanso noturno. Todos esses fatores aumentam a possibilidade de sofrer uma crise em crianças já predispostas a essa doença neurológica.

Fonte consultada:
- Guia de Cómo vivir con epilepsia
- VivirMejor.es