Crianças muito magras, o que fazer?

Quando a criança está muito abaixo do peso

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Ser uma criança magra não necessariamente tem que estar relacionado em ser uma criança doente ou com carência alimentar. Cada criança tem uma genética diferente, e enquanto existem pessoas com tendência a engordar, também existem outras com um índice de massa corporal baixo e, no entanto, estejam bem alimentadas e saudáveis. 

Se a criança come bem e variado, não é necessário se preocupar em excesso, inclusive se for possível contar suas costelas. No entanto, o problema são as crianças que se recusam a comer.  

O quer fazer se o meu filho está muito magro?

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É raro ver bebês muito magros. Até os 2 anos o seu corpo pode ser mais redondo e pouco definido. No entanto, ao começar a fase de engatinhar e os seus primeiros passos, os corpos vão tomando forma e se definindo. 

Alguns pais mostram grande preocupação nessas etapas quando os seus filhos se vêem muito magros, já que inclusive, às vezes parece ter ‘só pele e osso’. Para saber se o seu filho está saudável, ainda que muito magro convém analisar: 

- Ele come uma alimentação saudável e variada seguindo os princípios da pirâmide nutricional? 

- Ele se mostra ativo, brinca e pula como as outras crianças? 

- Ele se vê feliz e contente? 

Se a resposta a essas perguntas for ‘SIM’, não existem maiores problemas. Simplesmente o seu filho é magro, mas está saudável. No entanto, se ele se nega a comer, se mostra cansado, apático e triste é conveniente que você consulte um pediatra. 

No caso de crianças magras podem ocorrer duas coisas relacionadas com a sua forma de comer: 

- A criança come de forma abundante, mas não engorda: não há problema algum. 

- A criança come pouca quantidade: neste caso, antes de levarmos as mãos à cabeça ou nos chatearmos com ela, é importante aceitar que talvez as porções que ela necessita são menores do que as de outras crianças. Novamente saber se ela está comendo o suficiente, ainda que seja pouco, nos leva a responder as perguntas anteriormente mencionadas. 

Em resumo, se a criança está feliz, ativa e sua alimentação é variada, a gente não deve se preocupar como o que a balança esteja dizendo. Às vezes, obrigá-la a comer mais, fazer-lhe dietas especiais ou insistir muito no assunto da comida, a gente só vai conseguir gerar um problema onde não existe e que acabe sendo algo desagradável para a criança. 

Alba Caraballo

Editora de GuiaInfantil.com