O que é a anorexia e como afeta as crianças

Como reconhecer os sintomas da anorexia na infância

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Se existe algo que atemoriza qualquer pai é que o seu filho tenha algum problema de saúde. O problema também chega quando as crianças desenvolvem doenças que não esperávamos que pudessem acontecer na infância porque eram consideradas como doenças de adultos. Um desses problemas é a anorexia, um transtorno alimentar que também pode acontecer com os pequenos da casa.

O que é a anorexia

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A anorexia é um transtorno que tem a ver com a alimentação e que é gerado quando a pessoa que o sofre rejeita de forma constante ingerir algum alimento. Este transtorno de comportamento alimentar pode se desenvolver quando quem o sofre não quer comer nenhum tipo de alimento ou o expulsa através do vômito (na sua fase de bulimia), o qual implica em uma perda importante de peso.

De modo geral, a anorexia pode vir motivada por uma obsessão da própria pessoa pelo seu aspecto físico, que por causas externas tem a percepção de um corpo que não é perfeito, o que pode motivá-la a querer perder muito peso. Seu cérebro chega a perceber um corpo diferente do real. A pessoa com anorexia se vê gorda, enquanto que o resto das pessoas percebe que ela está muito magra. A necessidade de não engordar converte essa doença em uma obsessão. 

A falta de autoestima, tanto física como psicológica pode desencadear neste problema em querer ver um corpo mais esbelto e magro. Apesar da crença generalizada, essa doença não afeta somente mulheres jovens, mas também a homens, gestantes e inclusive meninos e meninas.

Os sintomas da anorexia nas crianças

Para um adulto, a anorexia é uma doença muito grave, mas para uma criança é um transtorno devastador. Além do fato de que a inanição seja muito perigosa porque as crianças estão em constante crescimento, e os seus órgãos estão se formando, as consequências psicológicas em sofrer de anorexia podem ser muito duras na infância. Os sintomas da anorexia em crianças são facilmente reconhecíveis: 

- Alteração no comportamento alimentar: Quando as crianças deixam de comer de maneira estranha sem uma razão aparente, e não porque não gostem da comida. É necessário estar atentos ao verdadeiro móvito da inapetência. Quando uma criança começa a rejeitar alimentos de forma sistemática poderíamos estar diante do transtorno da anorexia nervosa. 

- Falta de apetite: Neste caso, as crianças podem chegar a sofrer uma falta de apetite não provocada por querer se ver melhor fisicamente, mas porque possam ter uma doença que lhes provoque não ter vontade de comer e que implique, além disso, um quadro de anorexia. 

- Ansiedade e tendências obsessivo-compulsivas: As pessoas que sofrem de anorexia nervosa podem desenvolver comportamentos de ansiedade e tendências obsessivo-compulsivas, algo que também pode afetar as crianças. 

- Visão distorcida da sua figura: Infelizmente, muitas crianças se divertem insultando outros pelo seu aspecto físico, e no pátio do recreio pode haver situações desagradáveis de crianças que tiram sarro de outras por causa do seu peso. Isso pode motivar uma anorexia nervosa, e uma distorção da visão do próprio corpo, o que pode ser um claro sintoma do desenvolvimento da doença.

- Obsessão em contar calorias: Se existe algo que caracteriza as pessoas com anorexia é essa necessidade de saber quantas calorias ingerem. Se a criança começa a rejeitar alimentos que adorava, como o chocolate, o pão, os doces, talvez seja um sintoma de que começa a ficar obcecada com aqueles alimentos que ‘engordam’.

- Mudança no seu vestuário: As crianças que sofrem de anorexia rejeitam seu corpo, já que se vêem ‘gordas’. Por isso, também tentam disfarçar usando roupas mais folgadas. As crianças que sofrem dessa doença preferem roupas largas.

- Alterações no humor constantes: A doença da anorexia faz com que estas crianças estejam mais irritáveis e podem estar constantemente chateadas ou deprimidas. O culpado é o sistema nervoso, alterado pela doença e pela ansiedade que lhe produz essa obsessão. 

Diante de qualquer suspeita que o seu filho possa sofrer dessa doença, não duvide em procurar imediatamente o pediatra. A rapidez com que se age é determinante para poder sair dela sem deixar sequelas.

Marta Marciel

Redatora de GuiaInfantil.com