10 conselhos antes de dar um bichinho de estimação para as crianças

Tudo o que você tem que saber antes de adquirir um animal doméstico

Vilma Medina

Vilma Medina

Nós entrevistamos a veterinária Paula Báez sobre as recomendações para papais que pensam em dar de presente ao seu filho um bichinho de estimação. Ela nos falou de espécies, raças, a relação com as crianças e sua responsabilidade. E ela nos lembrou que ainda que os pais dêem de presente um cachorro, um gato, uma tartaruga ou outro animal aos seus filhos, eles devem ter cuidado para não confundir o animalzinho com um brinquedo. Um bichinho de estimação não é um brinquedo, é um ser vivo que deve ser respeitado.   

Recomendações antes que o seu filho tenha um bichinho de estimação

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1 – Os animais não são descartáveis: quando se leva um cachorro ou um gato para casa é uma decisão para toda a vida e não para abandoná-lo na rua diante de qualquer adversidade, como uma doença, porque não o aceitam num hotel, etc. Ao adquirir um animal de estimação se deve levar em conta que vai requerer um alimento muito bom, que pode chegar a adoecer, a necessitar tratamentos especializados, que pode machucar e latir muito, entre outras coisas.

2 – Requisitos prévios: assim que adotar um animalzinho os pais devem levá-lo ao veterinário para uma revisão, para detectarem alguma doença, e que recebam as vacinas completas. O animalzinho deve ter um ambiente adequado para interagir no lar, que não fique limitado apenas a um canto. Ele deve ter sua comida, receber água fresca, uma caminha limpa e organizada, brinquedos, além de cuidar da sua higiene, e o mais importante: ter tempo para eles (passear, brincar). 

3 – Gato versus cachorro: em geral são mais comuns as relações das crianças com cachorros porque são mais brincalhões e afetuosos, mas os gatos também são excelentes companheiros. 

4 – Raças de cachorro mais recomendadas: quanto aos cachorros, a especialista diz que qualquer raça bem educada pode ser uma boa companhia. Se a criança for muito pequena, recomenda-se tratar de não comprar cachorros muito grandes porque na hora da brincadeira eles não têm noção do seu tamanho e podem machucar o seu filho. No momento da compra, os pais devem perguntar se o animal é de alguma raça que as crianças mais gostam: Yorkshire, Beagle, ou até mesmo um vira-lata adotado. 

5 – Viagens e passeios: antes de viajar com o bichinho de estimação e a família, é melhor averiguar se permitem animais aonde irão se hospedar, senão o cachorrinho ou gato deve ser cuidado num hotelzinho para cães. Os gatos são mais independentes e os cachorros necessitam passear para aliviar o estresse, tempo para brincar, fazer suas necessidades. Para não sobrecarregar ninguém em casa é possível fazer um rodízio no cuidado do animalzinho. 

6 – Treinamento do animal: existem treinadores de cachorros que podem se encarregar de educá-los para evitar acidentes com crianças, pois quando isso acontece é muito comum eles serem abandonados pelos donos. A entrevistada recomenda não abandoná-los na rua. 

7 – Os bichinhos não são um brinquedo: quando as crianças não são educadas em relação à proteção do seu animalzinho, elas o agridem, jogam no ar, puxam seu pelo, cavalgam sobre eles provocando maltrato animal e sérias lesões. Os cachorros e gatos não devem ser entregues às crianças para diverti-los, mas como companhia e para ensinar-lhes a respeitá-los. 

8 – Obrigações das crianças: os papais devem tornar as crianças participantes na responsabilidade e obrigações do animalzinho, como dar-lhe comida, trocar a água, passear com o bichinho. Não se deve deixar a criança sozinha com o animalzinho e a criança nunca deve passear com ele sem a coleira porque o cachorro pode sofrer atropelamento nas ruas ou provocar algum acidente. Os papais devem evitar falar mal do bichinho diante deles porque considerarão que é um peso. 

Bichinhos de estimação e bebês ou gestantes 

9 – Bebês recém-nascidos: o animal deve estar vacinado ou livre de parasitas. A especialista afirma que desde a gravidez se pode ambientar a chegada do bebê num lar com bichos de estimação. Aproximar o animal à barriga, apresentar o recém-nascido ao animal, deixá-los interagir, não negar-lhe a entrada ao quarto do bebê, que o cachorrinho veja como parte da família. Não mostrar-lhe susto nem pânico quando se aproximar do bebê. Não deixar o animal sem carinho nem amor para que não sinta que o bebê é uma ameaça para ele. 

10 – Mulheres grávidas: em relação ao temor generalizado de gestantes e gatos pelo contágio da toxoplasmose, a veterinária afirma que o risco é mínimo, mas que devem ter precauções que o médico orientará à mulher. 

Finalmente a doutora Paula Báez nos comenta que o benefício é recíproco: as crianças aprendem a respeitar e a cuidar dos animais. A criança será beneficiada no desenvolvimento de habilidades de comunicação, socialização, proteção, responsabilidade e amor

Viviana Marín

Redatora de GuiaInfantil.com

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