A criança hiperativa na escola

Dificuldades da criança com TDAH na escola e soluções

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Nos últimos anos, um dos transtornos que mais tem presença e repercussão nas aulas é o Transtorno de Atenção com ou sem Hiperatividade. Mas não é algo que só afeta a área educativa da criança, mas também a familiar e social.

Que dificuldades uma criança com hiperatividade pode apresentar na escola? Que diretrizes podemos seguir para ajudá-la para que sua presença na aula seja como as demais crianças? 

A criança com TDAH na escola 

Como características gerais das crianças com TDAH podemos estabelecer as seguintes: são crianças que têm dificuldade para manter a atenção, mostram hiperatividade ou excessivo movimento e são impulsivas. 

Além dessas características, a criança que tem um Transtorno por Déficit de Atenção, com ou sem hiperatividade, mostra certos tipos de condutas na escola: 

- Desorganização dos cadernos e tarefas. 

- Com frequência perde e não leva os materiais necessários para a aula. 

- Não termina os deveres. 

- Interrompe com frequência. 

- Se movimenta e levanta sem motivo aparente. 

- Dificuldades para aceitar as normas ou regras. 

- Se distrai com facilidade e não presta atenção. Parece que não escuta. 

Também apresentam uma série de características associadas que temos que estar muito alertas e presentes, como a baixa autoestima, mau comportamento, dificuldade no aprendizado, problemas escolares, sobretudo na sua relação com os seus companheiros, além do maior risco de sofrer quedas ou ferimentos. 

Por outro lado, também mostram algumas características mais positivas que as anteriores como: extroversão, simpatia, criatividade, dotes artísticos, energia, independência ou sensibilidade. 

Como ajudar as crianças com TDAH na escola 

Tanto os pais como os educadores devem estar muito cientes é que a criança nem sempre é consciente das suas condutas e, portanto, é fundamental não penalizá-la por elas, mas sim ajudá-la e ensiná-la a tomar consciência das mesmas para ela mesma seja capaz de corrigi-las. Não existem duas crianças iguais, e com as crianças com TDAH acontece o mesmo. O importante é fazer o diagnóstico o mais cedo possível, e elaborar uma intervenção combinada com o tratamento psicológico, e em alguns casos, se necessário, farmacológico, além do acompanhamento familiar e escolar. 

Algumas diretrizes para trabalhar na aula com essas crianças são: 

- Situar a criança num local adequado na aula. Próxima do professor, de costas para a janela, ao lado de um companheiro tranquilo. 

- Desmembrar as tarefas em pequenos passos. O mesmo deve acontecer nas tarefas de aula e nas provas. Assegurar-se que a criança não pula nenhum passo, que lê corretamente as tarefas, etc. 

- Revisar sua agenda, sem repreendê-la, mas sim a lembrando do que tem que fazer e anotar. 

- Reforçar o que ela tenha feito de positivo durante o dia. 

- Fazer com que ela seja nosso ajudante, atribuindo tarefas como entrega de provas, ajudar o professor a transportar materiais, etc. É importante ‘darmos corda’ a essa necessidade de se movimentar e mostrar a ela que contamos com a sua ajuda e que nos é de grande valor. 

É muito importante não esquecer que o TDAH é um transtorno de origem neurobiológica, e, portanto, é fundamental um diagnóstico precoce para proporcionar a ajuda necessária para a criança, os familiares e aos docentes, e que o transtorno repercuta menos possível no desenvolvimento da criança.

Jimena Ocampo Lozano

Especialista em Intervenção Precoce 

Centro de Psicologia Álava Reyes