Pedras nos rins durante a infância

Sintomas e diagnóstico do cálculo renal em crianças

Vilma Medina

Vilma Medina

Dos cálculos renais pode se dizer que doem como um parto, ainda que hoje alguns partos não doam. Estamos acostumados a vê-los nos adultos, mas na idade pediátrica também podem acontecer. Falamos dos cálculos renais. Em seguida desvelaremos algumas das suas características. 

Por que aparecem cálculos nos rins das crianças

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Quanto à sua origem existem cálculos que aparecem espontaneamente. Outros são secundários a anomalias na forma das vias urinárias, a infecções ou a alterações metabólicas (dentre elas se destaca a hipercalciúria idiopática, que acontece com um aumento na excreção de cálcio pela urina). A obesidade, o sedentarismo e o calor (sobretudo, se a criança não repõe adequadamente as perdas de líquidos pelo suor com água) favorecem o seu aparecimento.

Até 50% dos casos existe um componente familiar. Isto é, algum componente da família que tenha tido algum problema similar.

Sintomas, diagnóstico e tratamento das pedras nos rins na infância 

Do ponto de vista clínico, a manifestação mais importante é a dor. Trata-se de uma dor muito intensa, localizada em ambos os lados e que se irradia até o abdômen. É descrito como ‘desesperador’ (a criança muda incessantemente de posição), e associa a sintomas de vômitos e suor frio. O movimento do cálculo produz pequenas erosões sobre a via renal, por isso existe sangramento na criança. Tal sangramento muitas vezes se faz evidente na urina.

O diagnóstico pode se estabelecer clinicamente e para documentá-lo podemos recorrer a uma análise de urina (em que veremos um número de células vermelhas no sangue) e um exame de imagem (ecografia, radiografia do abdômen ou tomografia). 

Para o tratamento é fundamental hidratar a criança (por via oral ou intravenosa, se estiver apresentando um quadro de náuseas) e dar analgésicos. Nos casos complexos, diante de cálculos volumosos normalmente se recorre à cirurgia. Os cálculos secundários a doenças metabólicas específicas requerem um tratamento preventivo individualizado. 

Iván Carabaño Aguado

Chefe do Serviço de Pediatria

Hospital Universitário Rey Juan Carlos

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