Problemas ortopédicos mais comuns nos pés das crianças

Anomalias mais frequentes nos pés das crianças

Vilma Medina

Vilma Medina

Quando uma criança tem algum problema nos pés a corrigir mediante técnicas ortopédicas, logo nos vêm à cabeça imagens do filme ‘Forrest Gump’. Mas, felizmente já não é assim. A cada dia a ortopedia evolui para favorecer a normalidade nos seus pacientes e que podem levar uma vida plena enquanto se recuperam. 

Na minha trajetória como ortopedista infantil, eu posso destacar uma série de problemas mais comuns nos pés das crianças

Transtornos ortopédicos mais frequentes na infância

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1. Pés planos: A maioria dos bebês nasce com os pés planos e vão desenvolvendo os arcos dos pés na medida em que vão crescendo. Mas, em algumas crianças, a curvatura nunca se desenvolve por completo. A primeira coisa que os pais podem perceber é que o que eles descrevem como ‘tornozelos fracos’ (que parecem se torcer para dentro devido à forma dos pés). Os pais de crianças com pés planos se preocupam com que seus filhos sejam mais lentos que outras crianças, mas os médicos afirmam que os pés planos não deveriam ser motivo de preocupação e não deveriam interferir na prática desportiva. Às vezes, os ortopedistas recomendam introduzir no calçado umas palmilhas com suportes especiais para o arco a fim de reduzir a dor, caso essa exista.      

2. Pés cavos: É o contrário do pé plano. Existe uma curvatura excessivamente alta. É frequente que existam mais casos na família. A maioria são casos leves que não ocasionam problemas sérios, a não ser a dificuldade de encontrar um calçado cômodo. Mas, em alguns casos severos podem deformar progressivamente o pé, alterar a caminhada e provocar dor. Nesses casos, um calçado ortopédico específico é o mais adequado e nos casos muito severos, a cirurgia. 

3. Pés para dentro (Metatarso varo ou adulto): Pode ser devido a diversas circunstâncias.  Uma circunstância muito frequente e considerável no nascimento e em crianças muito pequenas é o metatarso varo. Por problemas de espaço no útero, a parte dianteira do pé se mete para dentro adquirindo um aspecto de ‘rim’. Com exercícios adequados se vai corrigindo sem dificuldade. 

4. Pés tortos: São muito parecidos aos pés de metatarso varo, mas esses são rígidos e não se corrigem com as mãos e com alongamentos. Não podem ser dobrados para cima e não se endireitam. Esses pequenos necessitam de um tratamento ortopédico de engessamento corretivo e órteses à medida, que vai progredindo com o seu crescimento junto com o calçado que usará na infância. 

5. Pés para fora: Pode indicar a existência de um pé plano flexível. Como temos dito antes, pode ser um traço familiar e salvo alguns casos severos e dolorosos não será necessária nenhuma medida. 

6. Pés talos ‘para cima’: Devido a posturas dentro do útero, muitos recém-nascidos nascem com os pés para cima, dirigindo os dedos para a perna ficando o calcanhar baixo. Se o pé se corrige com a mão e se pode estender sem forçar o pé, esses casos podem ser corrigidos com alongamentos e em poucos meses. Somente os pés talos rígidos que não podem diminuir necessitarão de um tratamento mais específico ou cirurgia nos casos mais severos. 

7. Andar nas pontas dos pés: Quando os pequenos não chegam a um objeto que querem, aguçados pela sua grande curiosidade eles ficam nas pontas dos pés. Mas, se essa situação persiste em todos os passos, numa caminhada normal, os pais devem observar. Não deve ultrapassar os três anos. Se for assim, o pediatra deve avaliar para descartar outros problemas e se for necessário iniciar um tratamento ortopédico. 

Concluindo, nós devemos estar muito atentos na evolução dos pés dos nossos pequenos, uma vez que, como uma árvore, são as raízes do nosso corpo e a base deste. 

Celia Guerrero
T. S. Ortopedia Infantil

Como prevenir os fungos nos pés das crianças

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Um dos problemas mais comuns em crianças e também em adultos são os fungos nos pés. Ainda que possam aparecer em qualquer época do ano, o risco de fungos nos pés das crianças aumenta no verão pelo uso de piscinas públicas e por andar com os pés descalços.

A evolução dos pés dos bebês

A evolução dos pés dos bebês

Durante os primeiros meses de vida, os pés têm muitos receptores sensitivos, e lhes servem ao bebê para processar informação. A partir dos terceiro mês de vida aparece o interesse pelo próprio corpo (que será o primeiro que a criança irá explorar). Nesse momento o bebê começa a perceber as mãos e começa a descobrir o seu corpo.

Como ajudar ao bebê a engatinhar

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A fase do engatinhar é o primeiro passo para a independência da criança. Nesse momento a criança será capaz a se deslizar para onde quiser, e já não dependerá 100% dos pais até agora. Se você quiser um brinquedo para se mover pode procurá-lo. Dessa maneira a sua capacidade de exploração e de aprendizagem será aumentada.

As 9 anomalias mais frequentes nos pés das crianças

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Crianças que pisam para dentro, crianças que andam com os pés para fora, crianças que têm o arco do pé muito pronunciado... Existem diferentes lesões, anomalias e problemas de saúde que acontecem nos pés de crianças e bebês. Os pés são a região de apoio do corpo. Cumprem uma importante missão locomotora. Podem dar lugar a muitas dúvidas diversas por parte das famílias. A gente comenta alguns problemas mais frequentes.

Dicas para ensinar o seu bebê a subir e a descer escadas

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Se o seu bebê tem entre 13 e 15 meses e já caminhe só e queira, com a sua ajuda, ele já pode aprender a subir escadas. Isso o tornará mais autônomo, será uma conquista motora, uma grande aprendizagem e é considerada uma tarefa muito completa com uma alta exigência muscular e cerebral.

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