Crianças e bebês desidratados

Desidratação na infância

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A desidratação em crianças e bebês ocorre quando existe uma falta de líquidos no corpo, necessários para que termine suas funções num ótimo nível. Os bebês e as crianças pequenas são os que mais correm riscos dela. 

Os sintomas que alertam para a desidratação incluem vômitos, diarreia, sudorese, baixa ingestão de líquidos, olhos fundos, língua e mucosas da boca seca ou pegajosa, pontos fracos afundados em recém-nascidos, e a falta de elasticidade da pele quando beliscamos uma dobrinha do abdômen da criança. 

Causas da desidratação em crianças e bebês

A desidratação pode ocorrer em situações de vômitos, diarreia, excesso de perdas de líquido pela urina, sudorese profusa ou febre, por estomatite ou faringite. Também pode ser produzida devido a alguma doença aguda com perda de apetite

As perdas de até 5% do líquido corporal são consideradas leves. Até 10%, moderadas e até 15%, severas. A desidratação pode levar à morte.

Tratamento de crianças e bebês desidratados 

Para combater a desidratação é preciso repor os líquidos com a ingestão oral de líquidos e sais minerais através de soros ou preparos comerciais encontrados em farmácias. 

No Brasil já é muito difundido o conhecido “soro caseiro”, que pode ser preparado em casa mesmo: 

- 1 litro de água filtrada ou fervida;

- Uma colher rasa de chá de sal;

- Duas colheres rasas de sopa de açúcar. 

 Misture todos os ingredientes e beba várias vezes ao dia em pequenas quantidades. A durabilidade desse soro caseiro é de, no máximo, 24 horas e a quantidade que se deve beber é a equivalente à água perdida através do vômito ou diarreia.

Não se recomenda utilizar bebidas isotônicas que os atletas costumam beber porque contém muito açúcar e podem piorar a diarreia. Deve-se evitar o uso de água como primeiro recurso para a substituição de líquidos em bebês e crianças. 

Tomar líquidos geralmente é suficiente quando enfrentamos uma desidratação leve. É melhor administrar com frequência, pequenas quantidades de líquido, utilizando uma colher ou uma seringa, ao invés de forçar o bebê ou a criança a beber uma quantidade grande de líquido de uma só vez, já que isso pode produzir mais vômitos. Se o estado é grave, a reposição de líquido será de forma intravenosa. 

Prevenção da desidratação de crianças e bebês

Mesmo quando o bebê e a criança estão bem de saúde, devem consumir muito líquido todos os dias, ainda mais quando o clima está quente e faz muito calor ou estiverem fazendo exercícios

É importante vigiar cuidadosamente qualquer doente, especialmente crianças e bebês, e em caso de suspeita de desidratação, deve-se buscar orientação médica antes que se desenvolva uma desidratação moderada ou grave. 

O início da substituição de líquidos deve ser imediato quando apresentarem vômitos ou diarreia, e não esperar que apareçam os sinais de desidratação.

Sempre se deve animar a pessoa a consumir líquidos no decorrer de uma enfermidade e não esquecer que as necessidades de líquidos são maiores quando a pessoa tem febre, vômito ou diarreia.