As mil e uma maneiras para que a criança coma

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Para que minha pequena sobrinha coma, diz sua mamãe, ela tem que realizar verdadeiros shows todos os dias e em todas as refeições. Muitos papais têm recorrido ao entretenimento durante a alimentação dos filhos e eu reconheço que é uma prática bastante eficaz, mas não deveria se converter em um costume, já que a alimentação pode se converter em uma ação condicionada.

A alimentação é um aprendizado

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Quem não conhece o típico ‘esta colherinha pelo papai, outra pela mamãe... ’, assim até nomear a família toda e pessoas próximas para que a criança acabe com toda a papinha; ou a colher ‘voadora’ que simula o foguete, o avião ou a moto que na sua trajetória acaba aterrissando na boca bem aberta do nosso filho; contar-lhes os mil e um contos ou recorrer a algum objeto ou brinquedinho para manipular. E o pior de todos... Colocar os desenhos animados eu ele mais gosta enquanto colocamos a colherinha na sua boca, sem nenhum interesse, absorto pela televisão. Alguns papais recorrem a alguns pratinhos e colheres em forma de bichinhos ou de foguetes, que ajudarão na alimentação do pequeno.

Quase todos os pais e mães já recorreram, alguma vez, a esses truques e entretenimentos para conseguir que o nosso filho termine o prato e temos conseguido que a alimentação seja um ato inconsciente. A criança acaba abrindo a boca pelo fato de que estejamos brincando com ela ou está passando um momento relaxada diante da televisão, mas devemos aspirar por algo melhor: que os nossos filhos consigam desfrutar do ato em si de se alimentarem, e não do show que o acompanha. 

A brincadeira pode ser a recompensa posterior ou o prêmio por ele ter comido tudo muito bem. Muitas vezes a gente se sente obrigado, já que acreditamos que nosso filho não come o suficiente e essas artimanhas são muito bem vindas para conseguir que a criança ingira os alimentos que o ajudará a ter uma correta nutrição e saúde. 

A alimentação é um aprendizado, e, sem dúvida, o aprendizado deve ser divertido, assim que, de acordo com o seu crescimento, devemos ensiná-los a desfrutar da comida e do encontro familiar, abandonando os brinquedos, jogos ou entretenimentos alheios ao ato e lugar de se alimentar. 

Patro Gabaldón

Redatora de Guiainfantil.com