Os perigos do sequestro digital de bebês

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Ashley ficou paralisada ao encontrar uma foto da sua filha no Facebook. Um conhecido a tinha compartilhado, mas não através dela: a foto estava no perfil de um cidadão chinês. Não pôde entender o que estava escrito, mas pôde ver claramente que tinha se apropriado da sua foto. 

Pior foi o caso de Lindsay, uma blogueira americana que descobriu com terror que a imagem do seu pequeno de 18 meses aparecia como foto de perfil de uma ‘mãe postiça’. Uma adolescente de 16 anos tinha roubado a foto e trocado o nome e a identidade do seu filho. Falava do pequeno como se fosse seu. É um sequestro, sim. E é a tendência mais perigosa que existe hoje em dia no mundo digital

A perigosa tendência do sequestro digital de bebês

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A tendência do sequestro digital com bebês se estende pelas redes sociais de forma alarmante. Não é penalizado. Consiste em roubar a foto de um bebê de alguma rede social e se apropriar dela. A pessoa pode usá-la como quiser. Pode imaginar que é um filho seu. Pode construir um mundo paralelo, um perfil totalmente inventado para ele. Pode ser o seu filho. Pode celebrar cada um dos seus aniversários de forma digital. Mas, este jogo, que aparentemente parece ser inofensivo, torna-se perigoso quando as imagens são utilizadas para outros fins. 

Na maioria dos casos, os participantes desses ‘jogos virtuais com bebês’, são crianças e adolescentes. Jovenzinhas desejosas de ter um bebê, ainda que seja inventado, ou crianças que brincam que esse pequeno é o seu ‘boneco virtual’.

Em alguns casos, a foto sequestrada da criança é utilizada para ‘hipotéticas’ adoções. Servem como uma artimanha. Imagine que você tenha um bebê lindo, e alguém se apropria da foto que você postou com orgulho no seu perfil no Facebook. Em alguns minutos o seu filho pode aparecer junto a outros bebês para a adoção, ainda que seja falso. 

Muito pior é o caso de pedófilos que utilizam este jogo para fins macabros.

Como evitar o sequestro digital do meu filho

Esta tendência, que se propaga pelas redes como o Instagram, Facebook, ou Twitter, encontra-se com os hashtags #babyrp, #kidrp, #openrp, #adoptionrp. Mas, não são os únicos perigos que você encontrará ao postar fotos do seu filho na internet. Também podem utilizar a foto da criança para a pornografia infantil, publicidade e inclusive memes (montagens ‘divertidas’ com uma fotografia). Mas, o que a gente pode fazer? 

- Poste fotos do seu filho de forma privada (configure cada rede social de forma adequada). 

- NUNCA poste fotos do seu filho desnudo. 

- Ao compartilhar a foto, escolha com quem quer compartilhá-la.

- Para que não possam roubar a foto, você pode criar uma marca d’água que a identifique.

- Não poste na internet fotos do seu filho que possam dar informação sobre o lugar onde vive, ou na escola em que estuda. 

- Poste fotos de baixa resolução. 

- Ensine ao seu filho como utilizar a internet, os seus perigos e compre programas que impedem o acesso dele a fotos e sites desaconselháveis para a sua idade. 

Estefanía Esteban

Redatora de GuiaInfantil.com