O cheirinho do meu bebê

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

A que o meu bebê cheira? Seu perfume é inconfundível, inigualável e inimitável. Os bebês cheiram a vida, aconchego e calor... O cheiro fica ligado aos sentimentos e às emoções e faz parte de um instinto básico na criação dos filhos.

O aroma que desprendem dos bebês nos invade com essa sensação de caramelo que nos embriaga quando estamos com eles e quando sentimos falta deles. 

O que sentimos quando cheiramos a um bebê

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Entre as sensações mais agradáveis que eu me lembro após o nascimento dos meus filhos, a mais especial é o perfume de cada um deles que tenho gravado na mente. Em ocasiões eu revivo essa sensação quando tenho outros bebês nos braços, mas como aquele cheirinho meu nunca vivi nada parecido. Era um aroma especial que se irradiava, sobretudo desde a sua cabecinha e que impregnava todo o seu corpo. Sempre pensei que nesse cheirinho a mãe natureza deve ter tido uma responsabilidade especial e soube dotar aos bebês desse aroma mais intenso na cabeça pela necessidade das mães de levar o bebê nos braços, pele com pele, e perto do rosto materno. 

Lembro quando li ‘Perfume: história de um assassino’. Eu me alegrei muito com a descrição que o escritor alemão Patrick Suskind fez sobre o cheiro dos bebês... Descreve o aroma dos bebês lactentes e compara o perfume do seu corpo com o de um biscoito molhado no leite, e o da cabeça, que é o que mais eu gosto, ele descreve textualmente assim: ‘a cabeça, na parte de cima, onde o cabelo forma um redemoinho (...) se parece com o odor do caramelo; vocês não podem imaginar o doce e maravilhoso que é! Uma vez que tenha cheirado aqui, você os ama tanto se são seus próprios ou alheios’. 

O cheiro dos bebês, e mais, diria eu, dos filhos, fica gravado de forma inconsciente no cérebro e no coração porque irremediavelmente se liga às emoções. Logo depois do nascimento, os bebês são capazes de reconhecer suas mamães pelo cheiro e detectam o do leite materno. Por este motivo, os especialistas sempre nos aconselham a não usar colônias nem perfumes depois do parto para facilitar assim o reconhecimento do bebê do seio materno porque inclusive ajuda a instaurar o aleitamento.

Ainda que nos encante que nosso bebê cheire bem, durante os primeiros meses convém esperar para usar perfumes. E em caso de perfumá-los, não o faça no corpo do bebê, mas sim nas roupinhas, e pronto! Pra que cheirinho mais gostoso? 

Marisol Nuevo

Redatora de Guiainfantil.com